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sexta-feira

Três crianças, aprendendo a viver.



Marcas deixadas no olhar e capturadas com batidas de dor no peito, marcas de um sorriso sem graça de até mais...de uma estranha despedida assim, sem jeito;
Sou homem, ou ao menos, deveria ser...então por que lágrimas insistem em escorrer quando estre prenúncio de saudade tão pueril, desabrocha em meu peito;
Portão adentro...contemplo aquilo que por tanto tempo, tempo de uma vida fora de dissabores e alegrias testemunha, meu leito;
Portão afora...vejo que erramos juntos, vejo partir junto ao meu, outros corações;
Vejo meus velhos pais e minha parda gatinha como se em um aceno, vejo-nos finalmente deparando com o dia estranhamente esperado...disfarçando emoções;
Afinal somos adultos, ou ao menos deveríamos ser;
Ou, talvez...fossemos apenas crianças, que juntas ainda esperam para amadurecer, de seu próprio egoísmo se despir e crescer;
Velhos pais...amigos animais e tão humanos, embora em afeição, sempre tão reais e se necessário, pontuais;
Memórias que em minha alma não hão de morrer jamais, lembranças que na mente não quero que retornem jamais;
Ontem, novamente eu respirava enquanto exercitava músculos calmamente...jurando e desejando até mesmo, um pouco de raiva que ensinasse a um homem, a não olhar para trás;
Quando me deparei comigo novamente, estava a escorrer por meu corpo não somente suor por tanto peso a suportar...mas, dos olhos, aqueles velhos conhecidos sais;
Quando me pego pensando, que seria realmente a última noite ou dia que fôssemos estar a nos despedir pra valer, acordo em meio à noite sufocado e implorando para antes de todos...morrer;
Quando me pego pensando que já sou homem crescido, com cabelos já sujeitos à coloração imposta pelo tempo...homem suficientemente sofrido;
Vejo-me então às voltas com aquilo que desejava, mas paradoxalmente rejeitei...vejo-me partir e deixar para trás lembranças ruins, mas levar e deixar por aí, um pedaço de mim e de vocês;
Vejo-me partir assim, como imaginava...homem crescido de barba, como criança carente no horizonte vendo-lhes, ainda que não seja para sempre desaparecer;
Vejo que é hora de seguir em frente...e percebo, que muito ainda temos a celebrar e viver;
Nossa nova família, nossa nova casa...meus velhos pais, meus queridos bichinhos que são algo além de animais...
São testemunhas oculares, de que não passamos de três crianças, APRENDENDO A VIVER!
Até, meus queridos...até um dia desses, quando o mesmo destino que nos faz por minutos sofrer, nos faça reencontrar para em sorrisos...finalmente em paz, viver.









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