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terça-feira

Sorrir: resposta, ou conveniente incógnita.






Sorria, afinal...ao abrir de olhos nasceu mais um dia, mais um oportunidade sem questionar se você a queria;
Sorria, afinal se faz aurora e já é passada a hora e o mundo, que exige seu sorriso tão peremptório, pouco se importa se sua alma por dentro chora;
Raiou o dia, mais uma oportunidade de fazer distinto de ontem, aquilo que você já jurou que deveria ser o presente, em um sonhado futuro outrora...um dia;
Raios de Sol confusos, raios que castigam confluentes ou difusos...na mente por um minuto se sonha, por horas há conflitos e previsível parafuso;
Acordar para ver uma vez mais o dia raiar, sem se importar onde seja a cama ou a lama...onde se fez repouso por uma noite, para de manhã, o chamado como trombetas lhe convocar;
Para sorrir, quando quer na verdade chorar;
Para prosseguir, quando se deseja na verdade parar;
Para viver...quando na verdade só se conhece sobrevivência e se faça covardia demais para sua própria vida ceifar;
Raiar para seguir adiante, adianta que adiante seja ilusão e não passe de círculo vicioso e redundante;
Acordar....para o Sol raiar;
Prefiro adormecer quando este insista em no céu, suas regrar impor para que uma vez mais subserviente eu seja e esteja ao seu dispor;
Prefiro não contemplar minha face, hei de preferir a escuridão e a Lua tão mansa que não queima minha sofrida pele...faz companhia e não se faz alheia à minha dor;
Prefiro acordar um dia, onde realmente haja horizonte para se perseguir que não seja prenúncio de fracasso iminente ou de queda e excruciante dor;
Prefiro...acordar em um dia, ainda que não seja de dia...onde sorrisos, sejam nada além da franqueza que se expresse como movimento voluntário de compaixão e verdadeiro amor;
Entre a lua e sol, prefiro o amor;
Entre sorrisos, sonhos assassinados ou desilusão que se faça dissabor, hei de preferir qualquer forma barata de torpor;
Sorria...pois, o dia de ti exige;
Sorria, ainda que o até mais seja um definitivo adeus, não olhe para trás...oculte suas lágrimas e lembre-se do vil censor que está a lhe observar como implacável vigia;
Lave  este rosto, engula seu pranto e permita raiar a hipocrisia e o egoísmo ocultos em plena clarividência de um dia!




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