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quinta-feira

Preço a pagar.

Suando sangue e veneno para purgar meus pecados, mas os pecados não estão comigo;
Pagando por pesados, suplício entra lágrima de súplicas, mas o pecado é contigo;
O preço é alto, mais alto do que o alcance das mãos ou da oração, será que consigo?
O preço é alto e não há parcelas que não sejam de sentimento de culpa;
O pecado não é totalmente comigo, mas jamais houve ou se ouviu de meus ouvidos, um pedido de desculpas;
Culpa, talvez tenha por ter simplesmente nascido;
Continuo suando e ponderando para tentar apagar de minha mente alguma culpa...paradoxo estabelecido;
Sangue imaginário que eu gostaria que fosse sangue escorrido;
Com sangue eu pago, com meu suor eu hei de sofrer para extirpar demônios, pois para o vil metal eu não ligo;
Suor que escorre, ilusão de que se faça e que se paga...nuvem que não se vai, coisas que não se apagam;
Me apego no que posso, ainda que seja utópico, ainda que seja traição para meus olhos...delírio ótico;
Suando sangue por quem não mereça, pagando por pecados que não sejam meus com meu sofrimento, por assim ter escolhido;
Perecendo, por ser da noite eterno amante, por não saber de valores monetários, mas somente da beleza rara do diamante;
Perecendo, por ser simples e talvez, pouco arrogante...mas, a arrogância também será ponto de vista;
Continuo suando em movimento para limpar algum veneno, enquanto o olhar do meu assassino...se contenta fartando-se daquilo que seja fartura e sorrindo;
Ao menos, sei que posso pagar, por mim e por quem precisar;
Ao menos....sei que meu sangue, algum tostão furado, ainda que infectado há de valer;
Alguma resposta para tudo, enquanto o mundo se movimenta, hei de simplesmente esperar...


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