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sexta-feira

Outubro de 83.









Foi em algum dia que não sei ao certo, mas foi em oitenta e três;
Feito sob encomenda...feito por jovens ainda, sem saber ao certo da entrega, o mês;
Curiosidade, apreensão se fazia...do ser que era gerado e aos poucos crescia; que cor nos olhos teria?
Seria a cor da noite? Seria, talvez...a cor do dia?
Vinte e sete de outubro daquele mesmo ano...cheguei, não sei ao certo se, para a alegria ou como um prenúncio de tragédia pra a vida de vocês;
Pequenas, grandes formas que dos demais rebentos se distinguia...não tinha olhos cor de noite, não tinha olhos cor do dia;
Fosse talvez cor do profundo oceano, que com a cor de um nebuloso dia de tempestade se confundia;
Fossem talvez olhos que traziam consigo grande carência e tristeza...fossem talvez, olhos que se modificavam para lhes trazer alegria;
Estes olhos, lembram-se de cada lágrima derramada, de dor causada ou de sorrisos;
Estes olhos, nascidos naquele longínquo vinte de sete de outubro, recorda-se...de passos dados juntos acreditando ser eterna a felicidade em nossos destinos;
Olhos que se modificaram, do cinza de um nebuloso dia ou azul, que fosse representação como pintura em tela que tornasse eterna a ingênua fantasia;
Este homem...de olhos verdes hoje senta-se aqui, lembrando-se de cada um de nossos dias;
Digitando palavras incertas, tais quais as nossas vidas...nossos abraços e intrigas;
Este homem, aqui está...e hoje sente o vazio de uma partida e paradoxalmente, a ansiedade pelo início de uma nova vida;
Vejo aqueles que me trouxeram à vida...na verdade não os vejo, pois estão distantes dos meus olhos agora, enquanto minha alma chora...melhor ocultar esta estranha sensação dolorida;
Parto, naquele dia do qual não me recordo no ano de mil novecentos e oitenta e três;.
Parto, agora...sem saber se fui azul de alegria ou cinza de melancolia, sem saber dos meus olhos hoje verdes, o que realmente fui para vocês;
Gratidão, se faça de toda lembrança que dignifique e faça da amargura que consome meu peito...doçura ao me recordar que de vocês, um dia fui a criança;
Gratidão...hoje estes olhos verdes em verdade, partem;
Partindo, mas jamais para trás vocês deixando...pois, da cor destes finalmente sabem que o real significado, sempre fora por nós alguma esperança...




SEMPRE ESTAREI À ESPERA DE VOCÊS...OBRIGADO, PAIS. - LUIZ FERNANDO GONÇALVES....ORDANI!


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