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quarta-feira

O encantador de pássaros.








Eu cá a escutar, ele alheio a tudo lá fora;
Na liberdade de um cativeiro de carinho...canta seu passarinho;
Na liberdade agora deste quarto em ruínas, minha alma chora;
Eu aqui a pensar e talvez, sequer ele saiba agora;
Que fora inspiração para uma poesia, que fora ensinamento de incondicional ceder por uma vida...que é referência, para o homem que eu tento ser para alguém, agora;
Cante pássaro, pois com seu cantar...estas mãos benevolentes que lhe acolheram  hão de se alegrar;
Cante passarinho, pois em seu cativeiro de carinho...por este alguém que nada sabe sobre estas letras, fora acolhido com a mais pura forma deste incondicional carinho;
Eu aqui sentado...a digitar entre sorrisos e lágrimas, sem querer a derramar;
Por nossas memórias tão distantes, que se desenham como um tão agradável ontem...em minha mente a se pintar;
Siga encantador de pássaros, pois sua missão é devolver vida ou, em sofrimento...indicar o caminho a seguir, quando nada mais a se fazer, há;
Siga sereno senhor, enquanto persisto neste estúpido e estranho versar...quando em um abraço poderia tudo isso lhe explicar;
Mas, como seres tão rústicos em vida, como nós, saberiam sequer sobre abraçar...
Como, saberíamos nós...assim tão homens e duros onde, tudo seja superfície...
Sobre externar, acerca de sentimentos saber e quiçá...
Dizer coisas, que somente mulheres haveriam de assimilar?
Hei de preferir assim, digitar sobre ti enquanto mais uma pequena forma de vida...cria para amar;
Hei de preferir não tocar, pois toques hão de ferir...e não me vejo disposto, ou estou deveras cansado para ver sua face onde já se faz a marca do tempo, mudar;
Siga com alegria, enquanto eu saio...talvez ocultando uma lágrima de agradecimento por assim te admirar;
Siga...não enfrente contendas por causas que não valham a pena, pois tua essência é pura e não fora feito para ferir ou brigar;
Seja, aquilo que fora pelas divindades designado para ser meu querido pai.;
Agora é chegada minha agora, agora é chegado o momento deste quase velho menino que de sua morada para sempre sai;
Seja aquilo, herói na memória e, para dar um tempero humano nesta história...um pouco de bandido;
Saio, mas levo tua imagem e tua presença para onde for comigo;
Saio...e hei de desejar somente, ser algo parecido com tudo aquilo de melhor...que me orgulho em ter aprendido contigo;
Pai, obrigado por existir...obrigado por me deixar existir, obrigado por me conduzir quando menino e hoje, ser meu grande e velho amigo.









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