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segunda-feira

Fácil, extremamente fácil.








Fácil...será desfilar em carros de luxo e falar de flores, enquanto lá fora o que seja vida...agoniza e morre;
Fácil será desfilar alegrias na apoteose dos deuses da harmonia, desfilando por grandes agremiações, mas jamais por blocos menores;
Fácil será ser maioria, difícil há de ser resistir junto à combativa minoria;
Fácil...deverá ser o azul de um ensolarado dia, com óculos escuros e vidros escurecidos sobre rodas...que evitem, o tocar de seus pés bem calçados nas ruas da agonia;
Fácil será vibrar com a alegria frívola das taças dos clubes maiores...difícil seria, sofrer junto àquela agremiação que subsista sendo pobre e somente por amor, jogue;
Fácil é sorrir com prato cheio e barriga vazia...difícil é lamentar-se por desejar um pedaço de pão, uma amiga mão enquanto arde a mesma luz deste mesmo dia;
Fácil é cantar de alegria, funesto som deverá ter todo canto que ecoar para sanar melancolia;
Fácil há de ser amar um florido jardim, perfumado será o jasmim;
Fácil amar a vida em seu começo, mas detestar todo tipo de princípio que se pareça com fim;
Fácil...assim deveria ser a vida, porém não é necessariamente assim;
Todo sorriso, deveria ser com outro retribuído...toda forma de tristeza deveria ao menos ter algum propósito que justificasse seus meios ou seu fim;
Fácil, deveria ser toda forma de gratuita agressão como bom cidadão civilizado, agradecer;
Difícil...é não pensar no revide, não se angustiar ou se indignar com desígnios tão estranhos, difícil é não pensar por vezes, em morrer;
Fácil para quem vive, difícil para quem apenas sobreviver;
Vida é concreto, metal e asfalto no segundo caso...e sem discurso que se faça retórica, vida...
Não é felicidade que se veja em filme, todavia também não deveria ser algo que se viva por acaso.




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