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segunda-feira

Entre rosas e espinhos...distintos, semelhantes caminhos.



Flores de aparente inocência, flores de distinta essência encontradas como alento em um tortuosa estrada;
Flores...que se pareçam tão belas, displicentes e despretensiosas em meio ao meu deserto chamado de vida, recolhidas...em meio ao meu universo de nada, cuidadosamente apanhadas;
Parecem fazer sentido pensar que eram tal quais às rosas...ao espinho, tão associadas;
Flores de pura essência, flores...miragem de agradável ilusão em uma estranha estrada;
Flor, que assim como à rosa já previamente comparada...quando o espinho lhe feria, mantinha-se como se com tudo consentisse, cabisbaixa;
Caladas, flores inocentes que também hão de ter seus próprios anseios;
Anseios que sejam aparência ao se fazerem bela aparência em relação do espinho que lhe fira, tão divergentes;
Mudez ou palavras mordaem uma voz, que parece aguardar somente a derrocada tão iminente;
Forças que divirjam, interessem confluentes...seguir o caminho da rosa ou do espinho, acreditando que há algum final glorioso para ser diferente;
Caminha o psicótico, com uma idéia perturbadora uma vez mais na mente...seria libertação de si mesmo, quiçá em realidade o ceifar de sua própria vida, definitivamente?
Seria vida, sempre sobrevida...trocando-se as personagens do mesmo teatro que se faço diante de olhos passíveis e cansados de tentarem ser diferentes?
Vida orquestrada, olhos que conversam enquanto seus sentidos se façam alheios...aparente discordância convincente, porém similares anseios;
Flores de aparente inocência, rosas...nas quais se acredita e se faça aprazível crer em suas formas que remetam à toda sorte de benevolência;
Livres para realmente perfumar...ou livres, para prender e mostrar alguma egoísta e oculta carência;
Livres, para remover tua máscara e expor ao mundo tua loucura e real demérito por vida...toda a tua indecência;
Flores de fina linhagem e distintas essências, não me façam vil ceifeiro por descrédito...de minha própria vida;
Não me façam crer, que mudanças ocorram somente, para que hajam novos tipos de feridas.

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