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segunda-feira

Entardecer do existir.









Fitando com olhar perdido...distante a divagar, fixando-se sem querer em uma parede branca;
Seria fogo amigo ou necessário que me aquece, seria chama impiedosa que queima e não se abranda;
Projeção naquilo que se faça reflexo, de todo vazio me pego às voltas com um  estranho existir...perplexo;
Vida que a nada leva, vida que sem passos...sujeita ao vento, ao acaso se vive e o mesmo vento, carrega;
Passos que não serão dados por precaução, passos de desilusão...passos que prefiram permanecer por serem dados, à certeza do fracasso que seja caminhar em vão;
Alva opacidade se faz no concreto em minha frente...branco, reflexo que impera dentro de uma mente ausente;
Não há idéias, motivos ou sonhos que passos guiem, sem que se percam, não há razões que lhe sustentem;
Não há olhares onde se veja alegria, não se vê presença que não seja uma alma fria, em um corpo ainda quente;
Não há pensamento que valha a pena sequer, não há delírio que seja prenúncio ou sirva de alento para aquele que há tempos, por sua própria sorte se lamente;
Talvez...não haja tesouros ao final do arco-íris que não mais se veja....talvez, sequer uma parede, haja em minha frente;
Quiçá não passe somente de lamúrias infundadas...quiçá, seja apenas eu comigo mesmo me cansando de inflar os pulmões com infecto ar, e desejando nada além de esvanecer desapercebido;
Repentinamente...e para sempre.

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