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quinta-feira

Destituindo o poder.

Vejo você em sonhos, como se fosse figura desejada em carro aberto, para uma multidão a acenar;
Vejo você, através de uma lente...suor escorrendo em meu corpo e o doce torpor que me acomete, antes de um gatilho apertar;
Vejo você discursar, sobre um estado que enfraquece;
Vejo você...maldita estadista, a desfilar como alguém que de toda desgraça que nos causa, facilmente se esquece;
Pelo voto fora eleita, mas veto é o que há tempos merece;
Escrava de sua ambição, mão amiga de toda forma de corrupção...da mira de um rifle não há de escapar, pois se faz destreza desta precisa; sedenta de justiça...esta disposta mão;
Pago pelo meu crime, mas pagaria por este com satisfação;
Na cadeia ou no caixão...o preço a pagar por trair seu próprio povo, lhe será enviado em forma de projétil a ti destinado, como boleto via expressa para pagamento, ou reparação;
Na cadeia ou no caixão...hei de pagar como mártir ou monstro, não me importando com o preço a ser pago, se válida for esta forma de sutil e precisa decapitação;
Vejo você através desta lente...e desejara ter daquele mesmo atirador da década de sessenta, a habilidade para manuseio deste instrumento de redenção;
Mas, esta lente é somente ilusão...você aqui não está, sequer sabe sobre a existência talvez daqueles que trabalhem para pagar pelo preço de sua conivência com a corrupção...com estúpida forma de gestão;
Acordei deste sonho tão agradável, vi então...que não passara de mera ilusão;
Acordei antes de puxar o gatilho...acordei, para como um bom subserviente cidadão...
Trabalhar para pagar contas até um infarto sofrer por minha própria forma covarde de conformar-se...com minha maldita resignação;
Ordem e progresso...uma mancha vermelha de seu sangue sujo, haveria de cair bem nos dizeres da bandeira deste continente, ou na vergonha que se oculta em seu maldito brasão!



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