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quinta-feira

Desejos e fatos.







Quem dera! Como todo dia que se repete meticulosamente para uma nova chance nos dar, eu não tivera de com ele, me reinventar;
Quem dera! De meus próprios e pobres versos eu soubesse fazer música, para que estes fossem suficientes, embora sem conteúdo...para na voz da multidão, eternizar;
Quem dera não fosse escritor de textos, mas de romances memoráveis em livros que todos desejassem comprar;
Quem dera fosse, mas o destino quis que assim fosse minha história para diariamente, a tudo que seja espelho superar;
Quem dera, mas aquilo que não seja seu...não se deve desejar;
Será mero fruto de estúpido orgulho, será mesquinha e involuntária maneira do alheio sucesso invejar;
Quem dera fosse, mas com o que disponho e o destino me ceda, coloco-me a contento...hei de me regozijar;
Quem dera quem cantasse, dispusesse de cerebral arte de, a cada dia, coisas distintas ser capaz de criar;
Quem dera fosse sempre bom aquilo que se ouça hoje em dia, para na mente alheia permanecer e não sucumbir ao filtro...que besteiras em linha de montagem produzidas, venha a refutar;
Quem dera....mas, já deu;
Sou quase feliz com aquilo que tenho, ainda que sinto ter algo além de minha própria e diária arte para dar;
Quem sabe, haja algo por mim esperando antes de meu definitivo pôr-do-sol...antes que eu desista quase que para sempre, de minha singela forma de arte de fazer escrita e publicar;
Será o mesmo dia em que meu coração, desistir de bater...será o mesmo dia que minha respiração cessar;
Será neste dia que hei de ser para sempre quase, e como um nada para sempre, minha condição aceitar em eternizar.







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