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sábado

Contrastes temporais.




Hoje ultrapasse um homem velho...como velho. um dia hei de estar;
Ultrapassei por seus lentos passos, passei por este livro personificado, por assim passar;
Percebi em seus olhos um sorriso...como se estivesse, em mim, seu próprio passado a fitar;
Percebi em seus olhar mudo leve angústia...como se fora mensagem telegrafada a mim, de que tudo iria passar;
Hoje, não sou tão novo...mas, ainda ultrapasso o homem velho, que amanhã talvez por aqui não há de estar;
Amanhã...serei o homem velho, talvez a sorrir de tudo isso que hoje me causa angústia, lacerante dor no peito e me faz chorar;
Um jovem há de passar por mim, pois hei de ser nada além de um amontoado de letras e histórias, lentamente a caminhar;
Talvez para alguns eu seja história, para o atento olhar;
Para outros...simplesmente, um empecilho no caminho para transpor, um nada como pareço hoje ser para sequer se observar;
Não há de mudar muita coisa, somente coisas que o tempo há de me ensinar;
Não hei de o mundo mudar, pois palavras jamais mudaram algo, muito embora...se por um momento pude algo agregar, hei de ser feliz no momento de meu eterno repousar;
Hoje sou a verdadeiro ou pseudo voz da vanguarda, amanhã...pela sabedoria que a vida traz, hei de silenciar;
Algo ensinarei a quem quiser aprender, minha boca ou mãos irão escrever somente a quem se interessar;
Se hoje, perco meu tempo em letras...tentando em idéias desconexas fazer sentido, para ao mundo versar e encantar...
Talvez, seja apenas um ímpeto ainda juvenil...talvez, seja apenas parte do que sou agora, que pouco se preocupa se amanhã sequer serei verbo para estar;
Um homem ainda jovem, que ultrapassa o velho senhor...
E, com a poeira do horizonte, vê ostentando um sorriso de carinho...ele lentamente, como se fosse eu no amanhã, se dissipar.






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