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domingo

Cinza, cor de estranha alegria.

Imagem de alguma felicidade, é imagem que se pinta em minha mente, assim tão de repente;
Imagem de alguma alegria é como cortejo fúnebre, que segue sem lamentações rumo ao esquecimento, ou ao eternamente;
Sem uivo de lamentações, sem sirenes de condolências ou lágrimas que se derramem falsamente;
Imagem de tudo aquilo que talvez fosse bom, seria contemplar aquilo que se fosse por trás de lentes escuras, para sempre;
Mas, aquilo que se pensa não necessariamente, se vai...aquilo que te mata, se eliminado não for, do lugar onde esteja jamais sai;
Por idéias que não fossem premissa para atos, não se limpa aquilo que é sujo e não há livramento para seus vergonhosos pecados;
Por palavras não ditas, minutos ou anos em silêncio a pensar com pensamentos silenciados;
Não se faz nada além de penúria em sobrevivência, nada se fará a não ser exercício inútil da própria paciência;
Com que lhe mata, complacência...com aquilo que lhe faça mal, paciência;
Até quando, talvez...o limite que não transcenda ao de uma existência carnal perdurar;
Até quando, nada ocorrer e simplesmente dias sejam redundância dos mesmos acontecimentos que se possa ante narrar;
Porém paro...por alguns minutos e me disponho a ponderar;
Se por anos penso assim, se por anos deixe tudo nas mãos do acaso por se realizar;
Talvez seja eu então neste dia, nesta cena que se pinta...eu o protagonista inesperado em uma caixa de madeira barata, para sempre a me deitar.



Um comentário:

  1. Hoje...é assim que nasce meu dia, hoje...sepultei junto a um pedaço de mim que parece estar para sempre partindo...toda minha alegria.
    Cinza.
    Cores, por favor esvaneçam, desapareçam...deixem-me sozinho com minha tristeza nesta ausência de aurora que se faz tão mórbida e fria.

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