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segunda-feira

Árvore frondosa





 Sombra frondosa, árvore majestosa;
És notória por sua displicente e distraída figura, és magnífica arte e expressão de formosura;
Sombra piedosa de árvore tão bela e frondosa;
És visão que dissipa do peito alguma amargura, há de ser empecilho para alguns...por sua inata e incômoda forma de imperar e existir, por sua lisura;
De sua seiva se faz para o parasita alimento...de magnânima sombra, se faz para toda cabeça ao impiedoso Sol exposta, um alento;
Contemplando vossa figura, me pego a pensar por um momento;
Se fostes originada do acaso, se fostes origem da semente que sopra ao vento;
Penso novamente, e logo desisto de entender sua origem...quando tão nobre se faça seu existir e seu fundamento, quando se faz tão exíguo meu tempo;
Eu passo, por ti...sempre serei mais um a passar;
Eu passo...com passos que troco com sorte ou infortúnio, sua imagem não deixarei de contemplar;
Eu passarei...meus dias estão contados, logo à terra retornarei para contigo, me misturar...
Sentado à sua sombra, frondosa árvore majestosa...contento-me somente em sua figura longeva contemplar;
E no espaço em que me pego a viver, dentre as demais vidas também passageiras, que diariamente passam sob ti...finalmente, compreender meu lugar;
Árvore frondosa, perdure enquanto for tempo para que venha a perdurar e que olhos ambiciosos da destruição, jamais venham em seu caule sequer, tocar.




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