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quinta-feira

Aprendendo a dizer adeus.








Dizer adeus, é no mínimo estranho como se fosse pela primeira vez;
Sequer, sobre adeus eu compreendo ou deveria compreender...pois adeus remete ao religioso, que sequer sobre certezas que se pareçam com dúvidas diárias, consternam da minha testa a tez;
Não sei se seria o tempo o senhor da razão, o humano o senhor da hipocrisia ou o suposto divino...aquele que me acompanha e por alguma razão, aproximação e separação, em seus desígnios fez;
Dizer adeus é incerto, e será sempre como se fosse pela primeira vez;
Diferença se faz somente naquilo que suceda o momento, indiferença se faz naturalmente após cicatrizes que no coração deixam as marcas caprichosas do tempo;
Coisas e pessoas, preciosidades tão certas quanto segura posse ou portos seguros, se liquefazem e se vão repentinamente com o vento;
Adeus está na lágrima da hipocrisia personificada que chora, como se realmente fosse algum tipo de lamento;
Adeus não será mensurável, será capricho demais talvez dizer...quando sequer, sobre o amanhã somos senhores que não estejam sujeitos às intempéries de um breve momento;
Adeus é para sempre, todavia poderá ser por pouco tempo;
A hipocrisia que nos repela, mas deseja nossa presença...se faz paradoxo tragicômico que nos aproxima e nos faz esquecer tempestades...
Convertendo-as conforme conveniências, ou para a boa coexistência; em branda brisa...embora, esta sopre uma folha dilacerada sem piedade ao relento;
Adeus é incerto como a própria entidade à qual talvez remete...pois, do contrário, não necessitaria exercitar minha pouca ou nenhuma fé diariamente, a todo momento;
A Deus...entrega-se aquilo que talvez seria culpa meramente humana e se chama por capricho do destino;
A Deus, há de se outorgar toda culpa por atrocidades que rompem abruptamente laços, em cruel ato de desatino;
A Deus...está lançado meu destino;
Que Deus tenha piedade da humanidade...porque adeus, parece ser palavra dita com seriedade de supostos adultos, que ocultam desígnios e caprichos de um ingênuo ego ferido de menino;
Adeus...tão efêmera é a vida e tão grande é nosso egoísmo. Quem saberá, de nosso próprio destino?




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