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segunda-feira

A mão que balança o berço...





Todo fim haveria de ser recomeço, mas por quantos finais semelhantes já passei...deja vú insano sobre coisas das quais jamais me esqueço;
Nascer seria talvez ou não, opção...nascer, entretanto, para alguns terá um preço;
Nascido de um ventre supostamente escolhido, ferido com fogo amigo...feridas estas, com as quais já me faço acostumado e facilmente, me esqueço;
Todo fim, haveria de ser recomeço...todavia, finais tragicômicos assim, talvez fossem nada além do que eu mereço;
Recomeço com lágrimas de falso apreço...tentativas sucessivas de conquista, daquilo que se fez rejeição quando ainda no berço;
Dos ensinamentos, muito grato...me faço ainda aprendiz, mas do suficiente já sou ciente e não me esqueço;
De minha identidade pouco sei, mas de meu ser...hei de me orgulhar;
Simplesmente, por alguma distinção dentre víboras sórdidas que tentam subjugar, com astúcia que toda forma maligna há de ter, com a verdade enfurecida presente em meu olhar...fazer dissipar;
E facilmente, como no repente de palavras que algum sentido buscam em idéias concretas para se transcrever, fazer acontecer ou desaparecer;
Orgulho sim, tenho de algo que desconheço ser...algo distinto que alguma menção, ainda que sem identidade...
Por minha inata condição honesta, eu possa vir a merecer;
Orgulho...por contemplar com olhar plácido o reflexo de meu próprio rosto, ainda que em um nebuloso amanhecer;
Saber que ao menos, minha história não está escrita...mas, a prerrogativa de meu próprio existir, que se faça deslize de esfera em minha mão, acontecer;
Senti o pesar do triste anoitecer, senti as lágrimas e o peso da mão divina por escolhas erradas que, embora ciente...fui conivente ao deixar acontecer;
Estou aqui, entretanto, para ser diferente;
Cá estou, para ser exemplo ainda que ruim...no entanto, translúcido em minha forma de lidar com minha personalidade irascível, mas consciente;
Rejeito convencer a verdade que se auto-proclame absoluta....e para o absolutismo tão imperativo personificado, hei de cegar meus olhos e simplesmente, seguir em frente;
Prazer, sou alguém que não deseja ser lembrado por um nome...mas, tão somente, por ter feito de sua própria trajetória algo que justifique meu existir em tempo presente.





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