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terça-feira

A última...ceia?

Em uma véspera onde a hipocrisia celebra com data marcada, o nascimento do sagrado;
Sentia pairar no ar aquilo que se desenhava como prenúncio de desgraça, sentia sabor de última ceia em um cálice a ser servido...amargo;
Fato pressentido, fato consumado;
Dia de Natal e nada restava daquilo que um dia fora alicerce, mas facilmente se abalava;
Dia de Natal...lá fora não fazia exatamente frio ou a neve que somente sonhava;
Lá fora, era o espírito, que não era santo...mas, sim de desolação, que por nós todos se lamentava;
Lá fora...não fazia frio, mas o vento ainda, como se por nós cantasse seu réquiem, simplesmente soprava;
Em um lugar distante que para mim se fazia como lar, em um lugar que não fosse minha própria casa;
Lá fora o ébrio boçal, sem sentido e sem domínio de seus próprio sentidos, feliz vociferava;
Mas, tudo o que remeta à sobriedade nesta época fria por sua natureza, ainda que calor abaixo do Equador faça...tinha sabor de ácido ou veneno mortal que por bocas que se esquecem, se destilava;
Natal de horror, Natal...mas antes fora pagão para não me importar com uma data com valores tão deturpados, data inventada ou simplesmente comercial;
Fora-se para sempre aquilo que não deveria permanecer, fora dito e registrado como mágoa, aquilo que há de permanecer;
É como sombra ou nuvem carregada que o céu faz escurecer, coisas que não irão como tragédias lastimáveis deixar de se lembrar, ou como bruma do mar esvanecer;
Fora-se embora para sempre...levou consigo o último suspiro de esperança e alegria, em um violento e breve ato de agonizar...
Cegueira que se dissipava dos olhos, lucidez que se fez como abrupto ato de para a vida, realmente despertar;
Fim de um sonho ruim que se acabava, início de algo que não se saberá o fim...mas, que é bom viver e sobre um futuro, sonhar;
Foi bom enquanto durou, no entanto, pouco verdadeiro fora para se parecer real;
Fora apenas viagem, delírio de estranho dia de Natal;
Fora golpe, e fora fatal...fora estranho fora daqui, mas fora surreal;

Não ceamos juntos, não brindamos sequer como de costume, ainda que falso fosse...mas, o destino me brindava com bebida de sabor de despedida, e paradoxalmente me trazia algo que sempre esteve ao meu lado...concretizando-se diante de meus olhos cegos como tudo, ainda que fosse singular, que me fora sempre fiel e leal;

segunda-feira

Fernando e "pessoas"


O célebre e único...tradutor de obras de Shakespeare e de sua propriedade.Vive na eternidade e dispensa aprensentações de minha parte: FERNANDO PESSOA

Não sou aquele ilustre Fernando, sequer sombra quiçá serei, mas também sou pessoa...e como este, heterônimos sinto em mim habitar, em meu ser, viver;
Não será exaltação do ego aquilo que se manifesta e de si mesmo por algum minuto venha a se referir, pois de mim mesmo pouco sei. Somente saberei sobre o momento em que serei instrumento ou atuante, o suficiente para de forma contundente atuar e interferir;
Não será culto à personalidade, pois acerca desta, segundo a medicina tenho sérios problemas que para mim, soam como soluções em um insano mundo de ostentação e assombrações...jamais foram adoração ou devoção ao meu ser, desta "doente" personalidade, jamais será mero capricho ou frivolidade;
Solução para minhas questões sempre será jamais ser singular, mas permitir a pluralidade se manifestar e sobre a diversidade de sentimentos, versar, dissertar...como se em minha persona, diversos corações em ritmos distintos estivessem a pulsar;
Jamais trouxe um plano, confio no indivíduo que há dentro de mim, confio no improviso e com rara frequência por esta confiança me engano;
Quanto menos sobre o Fernando sei, mais de minha pessoa saberei...contraditório, paradoxal;
Deixo para trás quaisquer memórias que não me apetecem, faço-as viver eternamente ou sepultá-las hei em algum verso ou texto, seja este genial ou banal...os quais na poeira se perdem;
Fernando e suas pessoas, já não vejo isso como problema ou patologia, já não busco explicações na ciência exata, na religião ou em minha própria fantasia;
Vivo em conformidade com aquilo que diz a voz do momento, escrevo aquilo que ecoa e aos meus ouvidos, é sussurrado pela voz do vento...morro por um minuto, vivo por um segundo que tento eternizar em palavras, aquele singular momento;
Perturbem meu ser, meus caros amigos...continuem a perturbar. De minhas feridas podem ser originadas pérolas originais que a quem precise, venha a ser precisamente aquilo que alguém precise ler ou escutar;
Nem melhor, nem pior, apenas mais um... simplesmente um ser plural que se faz singular. Apenas Fernando, um ser diferente, mas comum.

O idiota, que pensa ser algo, que tenta sonhar em tempos onde sonhos não sejam ouro a ser ostentado:
FERNANDO ORDANI

Avanço e retrocesso.

Avanço e retrocesso...a vida avança em passos incertos, temendo sempre o risco iminente de amargo regresso;
Avanço e retrocesso...para toda transgressão de ordem vigente, há de se esperar prosperidade no progresso;
Avanço...caminho adiante, mas enxergo somente onde alcanço;
Retrocesso...passos e pessoas amargas que se fazem confundir e desencorajam minha intentona de movimento, fico sem saber então por onde recomeço;
Avanço e me canso, de toda distração e retroação, de todo movimento no tabuleiro que exija ainda mais ponderação;
Retroagir para progredir...em um jogo onde se parece vencedora toda forma de insanidade, um passo atrás parece somente adiar o xeque-mate;
Avanço, retrocesso...a mesma medida que se utiliza para mensurar a queda, jamais será aquela para se alcançar o cume daquilo que se chame sucesso;
Avança o disco e enrosca na mesma faixa, jamais transpõe aquilo que como obstáculo se propõe...o risco;
Regride a doença, regresso se faz algo já no tempo esquecido;
Avanço no quadro, retroz se faz aquilo que se contraponha e coloca tudo por um fio...a vida em risco;
Avanço e retrocesso...garantia de que estamos vivos na cidade;
Certeza de insanidade que nos acomete em uma cotidiano de amarga ilusão de sucesso, longevidade e talvez de, um dia ser pleno...
Sem, no entanto, regressar para voltar a ser metade.

domingo

Uma estranha presença...



Olhos de desígnios duvidosos, olhos que se parecem frios...negros, vítreos e falsos;
Olhos que parecem não enxergar, olhos que por vezes não podemos ver...mas, colocam diante de nós todos os percalços;
Olhos pecaminosos, olhos de pecado...suas lágrimas não hão de convencer a quem te conheça e sabe de seus passos;
Olhos equivocados, mas com propósito certo...olhos jocosos que regozijam-se a alimentar-se de desgraças, olhos errados;
Por vezes caminha lá fora, onde o manso adormece e a fera para a vida acorda;
Por vezes...está aqui dentro, habita entre paredes e coloca-se a rir copiosamente, enquanto tu choras;
Olhos que emprestam cores, olhos que se apoderam sem pedir de íris frágeis e almas devastadas que se assemelham a jardins, onde não nasçam flores;
Lugares onde somente se ouçam gritos de horrores...somente aquilo que é pútrido, dores e fétidos odores;
Se faz labirinto anacrônico...faz do presente um deja vú indesejável, fazendo regressar todo tipo de memórias esquecidas e temores;
Seu nome não sei, talvez jamais soube;
Não me lembro se por acaso, sem querer lhe conjurei...ou se alguém neste mundo lhe chama ou presenteie com sangue e flores;
Não sei de seu nome...mas, talvez seja o sétimo;
Não sei de quem és filho, mas certamente não seria o primogênito querido daquele que curava os morféticos;
Ser malicioso...ser que se utiliza de corpos frágeis que tenta ocultar com suas legiões e confusões, seus olhos de fera;
Lamento por versar sobre ti...lamento por fazer este triste deslizar de esfera;
Sinto somente que algo além de mim venha e me compelir, venha sobre seus males ao mundo tentar avisar...para que talvez, inutilmente possamos nos prevenir;
Ser que habita sem ser por nós convidado, ser maldito e naturalmente desgraçado...sou apenas um escriba ou poeta, que poderes sobre coisas sobrenaturais e nefastas para extirpar, jamais tivera;
Mensagem que trago ao cidadão, mensagem que trago à humanidade ainda sem saber se para isso tenha permissão, embora sabendo que o pecado em mim reside e quiçá, o próprio inferno me espera...
Aquilo que jamais fora carne...mas, por sua condição miserável até desta sente inveja e indevidamente se apodera;
Aquilo que jamais fora humano, mas caminha entre nós e virá para ceifar qualquer resquício de vida ou alegria que caminhe sobre a Terra.

sábado

Meu caro amigo fantasma.



Meus olhos de acuidade de ave de rapina, fizeram-se repentinamente cegos naquela ocasião sobrenatural vespertina;
Minha pele te denunciava, sua presença...eu sentia;
Sentia ser algo bom, sentia que mensagem de esperança em uma tarde soturna a meus ouvidos, também surdos, gentilmente trazia;
Sentidos apurados, sentido que me traía...sua face não enxergava, sua presença e seu toque em minhas mãos...se fizeram como o pulsar de um vívido coração que ali batia;
Medo não sentia, revolta...simplesmente por não poder lhe agradecer, meu querido amigo invisível que o brilho dos olhos e a saúde como presente do além, como se ouvisse minhas súplicas, trazia;
Já me observara por onde eu estava, naquela aura inebriante e experiência etérea de paz que remetia ao sobrenatural, a tudo aquilo que meus sentidos sentiam, meus olhos cegaram e minha mente assaz humana...jamais compreendia;
Alguém ali também havia...compartilhara comigo deste mesmo delírio de fantasia;
Alguém que fora testemunha ocular, embora imagem para meus olhos a que nada que seja concreto escapa, se fazia;
Alguém que ali deveria estar, e se fazia como ser que há tanto tento decifrar..tento diariamente compreender este ser angelical, e de onde viria;
Seus olhos viam aquilo que para minha visão cegava, sua pele empalidecia enquanto meu corpo se fazia trêmulo e meus sentidos, com respiração curta...quase se perdiam;
Transe, loucura...experiência real daquilo que se pareça com sonho bom, ainda que assustador seja por vivermos em distintas dimensões, das quais hão de duvidar a ciência, meu ceticismo e toda humana sabedoria;
Ser distante, mas presente...ser que nos vigiava com ternura à noite enquanto eu ainda dormia;
Seu nome não sei, meus olhos e ouvidos por minutos detestei por não visualizar-te, meu querido mensageiro do além...por não poder decodificar a mensagem que consigo, para mim trazia;
Obrigado, caro amigo do além...agradeço-lhe por devolver em minhas mãos aquilo que pulsava como um coração e em meu peito, se fez bater com toda a intensidade da já esquecida alegria;
Obrigado, meu caro amigo espírito...te espero novamente para simplesmente poder agradecer;
Seja em meu curto período de vida neste plano de provações onde de mim se compadeceu, seja na eternidade...onde com certeza, meus olhos hão de te ver e meus ouvidos, escutarem seu nome...onde lágrimas já não se façam necessárias para escorrer;
Onde o destino há de nos encontrar e de apelos não se faça necessidade, mas somente sejamos iguais como irmãos na eternidade;
Energias e sinergia que buscam evolução e a própria compreensão daquilo que seja ser humano e a nossa razão de sofrer...coisas sobre empatia e caridade;
Companheiro que não consigo compreender, com um aperto de mãos que jamais significa despedida, simplesmente me despeço lhe dizendo, até um dia;
Estarei a lhe esperar...seja para simplesmente lhe agradecer, seja simplesmente para me surpreender com aquela figura que se colocava diante de mim e me devolvia algo que chamarei de vida.

sexta-feira

Cavalos de Tróia


Mulher que fora presenteada, mulher que recebera alguém como quiçá um indesejado presente...em seus olhos não enxergo sua aura, pois toda transparência repentinamente se faz ausente;
Escuridão presente, contamina o ar de qualquer ambiente...pérfido ser, que contradiz aquilo que captura a foto exibindo sorrisos de incógnita como seu existir, exibir aquilo que não se pareça para os demais, mas jamais para sua gente;
Sorria, é hora de um gracejo para terceiros, é hora de fazer eternidade em gestos e fotos sua pseudo alegria...mas, de sua mente perdida e perniciosa, toda maldade e tudo aquilo que seja ácido e falso, inevitavelmente irradia;
Quem te conhece, sabe quem és...quem te vê, ficará com a imagem que se guarda por um dia;
Pessoa infeliz, pessoa influente...não tenhas vergonha de assumir sua triste condição de pessoa doente;
Tudo aquilo que aparenta ser, contradiz aquilo que se faz em sua índole latente...tudo aquilo que aparenta, escapa aos olhos, se faz ausente;
Se auto proclama servil, mas por favores que faça como álibi para uso propício em horas de premeditadas desgraças, ninguém lhe pediu;
Se diz ser compreensivo, mas seu ser parece se alterar facilmente como se altera a condição do verbo, por estar no infinitivo;
Por que não diz o que realmente passa dias a pensar...será tão mais fácil afirmar amor, quando na verdade o sentimento que prevaleça é odiar? 
De pedidos que tenham sido feitos em planos etéreos, em tudo o que seja metafísico, a humana mente dificilmente irá se recordar;
Somente há de saber a face que contempla diariamente em um dia onde o Sol apareça para brilhar, mas sua figura se faça entreposta simplesmente para ofuscar;
Um parceiro sempre necessita para de seus crimes ultrajantes e hediondos, ser cúmplice para sua culpa atenuar;
Este parceiro, também é sabido que por longa data, sem motivos se envergonha de meu existir...quando motivos de sobra eu teria para de seus pecados que aos meus excedem, me envergonhar;
Ser, tal qual tu mesma, de sorrisos falsos e apelos...aparências aparentes de várias faces, que jamais tive o desprazer de decifrar;
Meu tempo ou palavras, por fim vos digo...com vós não irei mais gastar;
Tenho vida para viver, pessoas para admiráveis para admirar e experiências para, com este mundo de surpresas trocar;
Cavalos de Troia, encontrem outro hospedeiro para destruir, pois não me faço cidade ou ambiente cibernético para se parasitar;
Sejam presentes para aqueles que os queiram...estejam ausentes de meu caminho e por favor, evitem meu olhar.


quarta-feira

Aos meus pais...sinceras desculpas por existir.

Meu sobrenome emprestei sem querer, por questões legais;
De minha origem pouco sei, sequer saberei ao certo o que serão genitores que fossem genuinamente pais;
De meu inferno, já me cansei...pois, de um infortúnio de dois em um longínquo passado, constituiu-se um ser singular do qual o destino não se cansa de roubar a paz;
Filho de um Deus que não me fora apresentado, filho do acaso;
Da vida um fruto que se assemelha com falha, nada além de um objeto para o alheio escárnio...um fracassado canalha;
Filho de pais que de outros, estarão sempre orgulhosos; filho de sua própria existência arrependido...que lamenta-se do momento em que fora concebido...filho que  jamais deveria ter sido;
Sou correto, mas não presto...sou errado, ainda menos valor à minha pessoa será atribuído;
Coragem...é o que me falta para fazer ou deixar de fazer aquilo que já deveria ter se encerrado em um passado...meu sobrenome gostaria de poder ter devolvido;
De minha existência não posso me livrar, sobre família...de pessoas estranhas vim a saber o que seja o bem verdadeiro valorizar;
Pai, arrependo-me do momento em que incauto...em seu destino, como maldição eu nasci para sua vida atrasar;
Mãe...arrependo-me de um dia, de ti ter nascido...para ser somente objeto de desgosto em seu caminho ou assunto entre os seus para que diariamente, possa se lamentar;
Me desculpem pelo crime que não cometi, me desculpem por existir e em suas vidas, ainda estar.

terça-feira

Milagres e movimento

Correr...porque meu existir assim suplica...existir que exije ser pleno, existir que para toda forma de inércia será implacável crítica;
Correr...pode parecer inútil, pode ser que no Sol não se faça chover ou se pareça com frivolidades de alguém assaz fútil;
Pode-se parecer, porém se paro, certeza terei de que hei de por inatividade que se fez opção, perecer;
Opção...sangue correndo nas veias, músculos incansáveis pelo período de uma vida que fazem pulsar um coração ou caminhar, o atuante cidadão;
Se correr não se demonstra suficiente para mover sozinho um moinho, ao menos não me faz sentir como vegetal enraizado no concreto de um frio chão;
Se ninguém me acompanha em minha jornada...não há de ser problema, não há relevância sequer para ser nada;
Desconhecemos de onde viemos, vagamos por uma estranha estrada...estamos vivos enquanto tudo respira, estamos mortos esperando por soluções enquanto as pernas permanecem paradas;
Estamos vivos, e se assim estamos há de existir motivos;
Correr, ainda que seja pouco eficaz, mas jamais deixará de ser sujeito quem venha a contentar-se a ser somente predicado prejudicado;
Correr para justificar aquilo que se chame de vida, ainda que seja no final das contas, considerado por alguém ou por si mesmo como mero sobreviver;
Correr...pois, enquanto meus pulmões persistam em respirar, assim insisto em persistir;
Pois, entre esperar coisas que caiam como milagres do céu...do meu jeito, ainda que soe estúpido; fazer acontecer ainda que seja pequeno acontecimento e do meu jeito, hei de preferir.

Vou jogar a vida fora.

Vou jogar minha vida fora...pois, a vida jamais fora minha, mas concedida sem que fosse pedida;
Vou jogar-me vida afora...pois, aqui dentro o Sol não brilha, e se faz mais escura e sombria do que a escuridão da vida que se vive na noite, lá fora;
Vou jogar minha vida fora...mas, por ela hei de cobrar alto preço, apesar de que de graça...toda desgraça por esta me fora dada;
Vou sair para me desesperar lá fora...aqui dentro tudo é anacrônico e meus gritos de desespero soam como a voz que saia do abrir de boca de um afônico;
Vou jogar o jogo lá fora...afinal, desde o princípio já lhe fora concedida a dor e a derrota, não há nada a se perder senão personalidade, quando se insiste viver na clausura e somente ponderando...como um idiota;
Vou jogar minha vida fora...mas, disso ninguém precisaria saber, pois pela vida alheia perdida somente o remorso, ou o exímio ator do falso apreço restarão para fazer uma cena, chora;
Vou jogar minha vida afora...pois, de tudo aqui dentro já me faço cansado, de coisas introspectivas ou das mesmas retrospectivas...de tudo que seja corpo ou paredes, já me encontro assaz exausto;
Vou jogar minha vida fora, vou sair mundo afora e vou jogar o jogo da vida, me desesperar em um grito ensurdecedor onde a lua seja testemunha e o destino chora...
Vou jogar minha vida fora...mas, como se alguém com isso se importasse, não será agora.

Feliz Natal, boçal!

Necessidade de caça às bruxas, mas com sorrisos em rostos...aquele tipo de sorriso que me desgosto me traz e não me apraz;
Necessidade de julgar e constantemente condenar ao próximo, sem sequer hesitar...apunhalar com toda sutileza e sordidez de eufemismo, sempre pela retaguarda, sempre por trás;
Métodos conhecidos, metralhadoras de frustração e maldades que se voltam sem motivos...contra seus próprios e ditos queridos, ou mesmo contra desconhecidos;
Qual é seu preço, minha amiga...meu amigo?
Qual o preço que devo de meu bolso, desembolsar para ao menos em paz coexistir contigo?
Se não há preço a pagar, como assim suponho por não existirem dívidas ou crimes cometidos...melhor evitar meu olhar, melhor seguir seu caminho e não cruzar olhares comigo;
Se respeito se compra por um dia e se perde no seguinte...isso deverá ser falsidade em sua mais ultrajante forma, veneno a ser degustado em taças de cristais...com todo o requinte;
Ser infeliz, que de seu próprio propósito parece não ter conhecimento, que toda forma de verdadeiro amar...se faz contradição por aquilo que de sua boca de absurdos seja proferido;
Jura amar, mas ama sem razões aparentes detestar;
Jura amor, mas não pondera sequer por um segundo antes de destruir um sonho, antes de causar desavenças e provocar em feridas abertas, ainda mais dor;
Detesto sua voz, desejo que faça projeção de sua maldita mira de injúrias ou de seus próprios equívocos naquilo que em ti se apoie ou se inspire, naquilo que te compre diariamente e por ti procuras;
Desejo em época de hipocrisia onde se fala em santidade, onde se profana tudo aquilo que seja o verdadeiro sentido de ser bom ou da própria bondade...
Que evite meu caminho, pois em minha mente sobre ti reinam pensamentos que beiram à insanidade;
Um feliz Natal ou páscoa, ou o que seja para você, mas que saibas o que seja ser feliz em plenitude ao menos por um dia;
Feliz Natal para ti...mas, que não necessite estar à venda para oferecer o melhor ou pior de si, ao menos neste dia...dia de toda hipocrisia.

Suor salgado.

Suor de sabor salgado, salgado de vingança que se mistura com aquilo que dos olhos escorre;
Salgado é o sabor do momento, doce já se fizera a vida para ti outrora;
Bendito suor de meu intenso e excruciante esforço de superação, bendito suor que, sem querer, oculta de meus olhos lágrimas de dor e frustração;
O tudo está diante de ti, mas o tudo se parece com aquilo que não presta;
Mas...o tudo, ainda será o bastante, quando este tudo com cara de nada for somente aquilo que lhe resta;
Mais uma gota de dor, mais uma gota de glória;
Miscigenação perfeita. miscigenação que oculta da face do guerreiro caído ou do príncipe de orgulho ferido, toda escura e obscura história;
No momento está a oportunidade...no limbo e no ostracismo completo, residem também uma escolha que se faça pela auto piedade;
Se suor...lágrimas misturadas que escorram pelo meu corpo e venham caprichosamente a desenharem-se nos contornos de meus músculos;
Que estas sejam suficientemente limpas ou sujas de meus pecados, mas que eficazes sejam para redimensionar aquilo que se pareça atroz, em acontecimento minúsculo;
Vivo pela intensidade, brilho intensamente e vivo por um segundo;
O futuro escrevo calmamente, sem pressa ou, de forma displicente deixo que a vida e o destino assim, por mim o faça;
O futuro de lágrimas e suores salgados, para que se faça crescer aquilo que dói no interior e por fora se fortalece em bruta massa...faz em meu rosto uma vez mais tímido e triste sorriso...
Faz da vida, uma arte dividida em capítulos similares, mas que jamais se repitam...faz de toda desgraça, aquilo que seja válido para ser registrado e converta-se em esplendor de graça.


sexta-feira

Tá "serto", mano!

Nóes é os "rebelde" das "comunidade", mas nóes ostenta;
Nóes é "pica das galáxia" que faz os corre e os alemão não "guenta";
Pros vacilão, tá tendo pipoco...tem de pistola e tem de .50;
Pras novinha, que "é" suas "filha", tem pente...e um pé naquele lugar onde ela senta e esquenta;
A firma é forte, o bonde não pára...as novinha paga pau, e é nóes que...PÁRAAAAA!
Respiração ofegante, lá fora poluição sonora que se ouve, aqui dentro...abre-se as portas para o traficante;
Você foge do lixo, mas o lixo persegue você...se duvida, sintonize a emissora popular em seu aparelho de tevê;
Subprodutos que o desgoverno com sua conivência e por conveniência...estranhamente acolhe e reprime, cria e recolhe...deixa na fome, mas sustenta;
Contradição de tudo que se pareça lógico, contraditória ordem que não se faz progresso em uma bandeira hasteada...da qual só se lembra para dizer "é penta";
O ser humano não há de ser uma ilha, mas uma ilha seria conveniente para quarentena de certos humanos;
Ilustres propagadores daquilo que degrada, entusiastas do crime, fomentam nos lares todo tipo de desgraça;
Massas...caminham desnorteadas há tempos, pois cultura e educação jamais geram votos...seres que rumam sem saber pra onde e se orgulham de uma estúpida imagem capturada em um momento;
Não terá valor o talento que não seja rentável, não terá valor o ser humano produtivo, mas sim o canalha lucrativo e tão "agradável";
Em um meio onde valores são altamente questionáveis, pois dos princípios pouco se sabe e tudo se parece com prenúncio de degraça;
Não importa o que seja, mas sim aquilo que tenha...independentemente daquilo que se faça;
Por fim, a um passo de perder a cabeça e no limiar daquilo que será subjetivo e se chame de sanidade;
Esquece o bom cidadão de tudo aquilo que seja humano, pois há de sucumbir uma minoria ante às maiorias...ainda que isso se pareça com banalidade ou barbaridade;
Em um meio onde o ar que se respira é infeccioso e altamente contaminado, fazendo-nos esquecer daquilo que seria sem necessidade de ostentação em fotos, para ser plenamente humano;
Simplesmente...me calo ou digo aos "parças" de plantão em meu último ato de revolta:
TÀ "SERTOOOO" MANO!!!!!

NÃO É IMAGINAÇÃO, É REALIDADE....DEUS DO CÉU, QUERO PERDER MINHA SANIDADE. POIS, HÀ TEMPOS, PERDEMOS A VERGONHA NA CARA E A IDENTIDADE.

Afinal, o Robocop era mesmo gay!

De uma "utopia" que eram, em mamonas...ora assassinas, ora selvagens; para a nossa realidade cinza...colorir em inteligente alegria, subitamente vieram;
Atravessaram os céus deste país como estrelas cadentes, entraram nos corações sem necessitar para isso...de quaisquer permissões;
Com aquela brasília amarela inesquecível, de roda gaúcha que a tal "mina" rejeitou", mas o Brasil inteiro gostaria de ter entrado...fizeram rir falando de coisas simples, com ímpar genialidade dos raros, até mesmo aos mais conservadores e recatados;
Vocês pareciam estar em vários lugares ao mesmo tempo...agendas cheias e de repente, vida de astros para jovens rapazes que permaneciam infantis, como meninos por dentro;
A vida cobrava coisas absurdas de vocês, e com "absurdos" bons e maiores, vocês pagavam;
Ofereciam sempre mais daquilo que até mesmo jamais se esperava, pois surpreender fazia parte do show...do circo que o senhor Dinho liderava;
Seres humanos e assumidos seres animais, sem vergonha de serem aquilo que o falso moralista detesta...sem vergonha de serem geniais;
Infelizmente, como um sonho bom que deverá ter a hora do despertar...para a estrela que na terra brilhava; a supernova inesperada chegava para em um brilho indesejável...e naquela triste manhã, para a eternidade os mamonas levava;
O único dia, em que lágrimas de dor e tristeza se fizeram derramar de qualquer olhar, o único dia...que os Mamonas Assassinas nos fizeram de tristeza, involuntariamente chorar;
Aquele dia, onde todo pueril torpor se converteu forçosamente em dolorosa lucidez que nos mostrava o destino e sua maldade...transformava o sonho das crianças, em soturna e adulta sobriedade;
Quando fora dito na tevê aquilo que se desejasse que fosse mentira, aquilo que se fora para sempre na fração de um segundo...aquilo que se fazia lamentar desde o ilustre senhor culto, até o nobre mendigo vagabundo;
A serra, onde se fizera do presente que para nós representavam, um passado que insistia em consumar-se em trágico fim...foi para a eternidade um estranho começo;
Naquele dia, quando sendo também um rapaz latino-americano...medo de avião e até mesmo ódio, adquiri um pouco, reconheço;
Muito obrigado, cinco rapazes de guarulhos;
Passados quase vinte anos, parece que ainda ouço toda cantoria...toda aquela efusividade e tão agradável barulho;
Hoje, homem formado e por palavras de alegria genial de vocês, para o resto de minha vida marcado, uma coisa aprendi e posso dizer sem hesitar;
Levaram alegria em um país onde esta se faz tão escassa...levaram subitamente a alegria, mas somente por um dia...em um país onde se necessita de algum motivo para sorrir diante de tanta desgraça;
Levaram sonhos...em um país onde parece custar caro demais sonhar, ou fazer sonhar;
Após anos terem de passar, para com a ausência de vocês se conformar, para minha pouca percepção das coisas eu poder de alguma forma, apurar;
Desejo somente dizer como um eterno fã, que vocês sempre estiveram certos, e onde estiverem...
Saibam que jamais foram esquecidos e sempre com a imagem de meninos permanecem imortalizados, enquanto aquilo que é bom o suficiente para ser duradouro, durar;
Uma coisa, eu definitivamente sei, senhor Fernando (Dinho)...o Robocop, era definitivamente gay!


ETERNOS? SOMENTE SE FOREM PARA DESTA FORMA SEREM LEMBRADOS...AINDA QUE BREVE, FOI MAIS QUE SUFICIENTE! OBRIGADO, MENINOS!


De poesia, não se come...

De poesia não se come;
De onde então viria ou como se justificaria...por qual razão se consuma em palavras aquilo que, por dentro, me consome?
De poesia não se vive;
Como posso tecer ou crer em tal afirmativa, quando trabalho é o que tenho para subsistir, mas poesia...é o motivo ulterior para meu existir?
Com poesia, não se chega a lugar algum;
Com a liberdade de minha mente, ainda que aprisionada por padrões ou pelo cinza daquilo que me cerca e é cimento...me faço aquilo que contradiga a física, não haverá limites definidos para o pensamento;
Poesia há de ser arte do desocupado, coisa do ignóbil vagabundo;
Ignóbil ou infame posso ser, mas da infâmia que não seja ofício, transformo em eternidade aquilo que se passa em um momento. Escrevo com a liberdade que venha a me compelir a inspiração ou coisas da mente, ou do coração...liberdade é o prêmio que me fora conferido pelo meu assaz aprazível vício;
Poesia, é algo que se leia em uma encantada noite, mas se esqueça com o raiar de um raivoso dia;
Poesia permanece poesia, está ao alcance dos olhos à qualquer momento e não estará sujeita às variações ou intempéries do tempo que possa durar um dia;
Poesia, insisto...não lhe trouxe qualquer dinheiro, ou digno pagamento...
Meu senhor, minha senhora...um momento!
Um momento...é tudo que preciso para dizer que ter valido a pena, aquilo que não será comprado por tudo que seja quantificável...um sorriso no rosto de quem chora, ou uma lágrima que desperta emoções em corações sensíveis mundo afora;
Um momento...de prazer proporcionado a si mesmo e quiçá, a tantos outros que se pareçam comigo mesmo, bastará como pagamento e como prazer máximo para que me sinta suficientemente sublime...suficientemente, pleno;
E, com poesia...propositalmente, não te fiz indiferente ao despertar ao menos sua atenção em mais este dia.










quinta-feira

Meu filho, tu "fumou droga"?

Pedrinho pegou alguns trocados, virou a esquina para comprar pães...coisas matinais para sua "vozinha", na loja de secos e molhados;
Pedrinho era bom menino...menino que parecia ter nascido para dar certo, mas menino que nasceu no tempo errado;
Levava um conto...faltava o do troco, sempre algum trocado;
Coisa irrelevante para ser condenada, coisa sem importância...para cegar os olhos e consentir como se fora nada;
Pedrinho levava os pães, era menino obediente...pedrinho comprava farinha, nem sempre para a avó, mas ia sempre para a igreja e se parecia tão subserviente;
Temeroso a Deus e a diabo, menino de aparência até então serena...menino de atos não escusos, menino de pele clara que pelo Sol, se fazia morena;
Pedrinho sempre ia e sempre voltava, mas de suas voltas algo começava a se estranhar...pois, esta cada vez mais tardava;
Pedrinho...experimentou saiu para comprar mais pão e farinha, às vezes...como bom menino que era, sempre também trazia consigo uma "ervinha";
Pedrinho...o que fizera, menino?
Saíra um dia e não voltara...começara o dia com a aurora e este mesmo dia, por completo, atravessara;
Pedrinho experimentou uma pedrinha em seu caminho, e uma história de desgraça se principiava;
Sua "vó" parecia não saber, parecia detestar admitir...parecia fingir desconhecer;
Pedrinho, bom menino...se perdera com o consentimento da pobre velhinha;
Velhinha, que não enxergava maldade no mundo de recordações em que ainda vivia e no netinho...do qual tanto se orgulhava e aos poucos, diante de seus olhos marejados...parecia que perdia;
Pedrinho...por que trocou a erva mate matinal, pela erva que os neurônios, mate?
Pedrinho...por que não se atentou para a pedra perigosa na esquina, a pedra em seu caminho?
Esqueceu-se talvez que alguém por ti teria tanta estima e tanto carinho? Ou padeceu pela alienação social, pela cegueira dos olhos que fingem não ver o mal...padeceu por andar incauto e sozinho?
Pedrinho...por que trocou a farinha de fazer pão de ló pelo maldito pó?
Menino...POR QUE "FUMOU DROGA, ESCONDIDO DA VÓ"??????

Fiz um contrato...com o diabo!!!

- Bom dia, prezada atendente, gostaria de....
- Trata-se de problema técnico, senhor???
- Bom, não exatamente, gostaria simplesmente....
- Sinto muito senhor, vou transferi-lo para outro departamento, um minuto por favor....
(fundo musical - minutos depois)
- Oi, bom dia...sou o....
- Senhor, CPF do assinante por favor?
- Ok (e informa-se a requerida numeração).
- Um momento enquanto verifico o cadastro senhor....
(fundo musical - e mais alguns minutos de paciência se consomem...se vão)
Cai então a ligação, repete-se uma vez a odisseia que já dura quase uma hora completa, tenta-se novamente e tentando manter a compostura, fazer tudo educadamente.....
- Bom dia, senhor...em que posso ajudá-lo?
- Bom dia, olha pela segunda vez eu tento sem sucesso falar sobre cancelamen....
- Problemas técnicos senhor? Um momento por favor....
(fundo musical novamente - respiração ofegante...a calma vai se perdendo subitamente)
- Bom dia senhor, pode me informar o CPF por favor?
- Olha meu (minha) amigo(a), já fiz isso anteriormente, mas aqui vai...(e informa-se novamente, conforme requerido previamente)...
- Olha senhor, localizei seu cadastro...por acaso trata-se de problema técnico, ou solicitação de melhorias em seu plano vigente???
- Olha minha (meu) caro(a) infeliz, caro cachorro...cara vadia. Tenho muita pressa, sei que esta p*** de ligação está sendo gravada, mas pretendo usar isso contra esta maldita empresa se vier a ter um troço de tanto nervoso, subitamente!
- Muita calma senhor, já vou lhe encaminhar ao setor competente....
- Olha...me encaminhe à casa de sua digníssima progenitora ou para o quinto dos infernos, meu caro ou minha cara atendente....pareço estar fazendo papel de palhaço para entretenimento alheio, parece que tudo isso, se trata de cena insana e assaz conveniente!
- Transfira-me então, caro(a) infeliz...pois, pretendo localizá-lo(a) ainda que seja no inferno, pois me parece que COM O DIABO um contrato fiz! Me espere pacientemente até eu te encontrar e quebrar toda sua cara, destruir seu maldito nariz!
- Um minuto senhor, para xingamentos ou reclamações diversas, é outro departament....
- NÃOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOO......diabos te levem!!!!! Diabos, até ti...me levem!!!!!!!!
- Perdão, mas me chamaste de que senhor?
- Capeta, cão, excomungado(a)....ainda é pouco! Esse tipo de tratamento para um povo idiota como nós, ainda parece ser pouco....pois, até mesmo se o próprio DIABO tivesse firmado contrato com vocês...este, se poria definitivamente louco!

TE FAZER DE IDIOTA??? É NOSSO PROCEDIMENTO...24 HORAS, SENHOR!

quarta-feira

Desatino.

Mente cheia de vazio, mente de idéias divergentes...de coisas esparsas;
Mente repleta de tudo, mente inspirada...mente que minta para si mesmo e para os demais acerca de suas trapaças;
Mente, onde nada converge a um ponto comum, mas idéias são confluentes e fluem rumo a destino algum;
Desatino...na mente de um jovem, de um ilustre senil ou de um menino;
Acomete a quem de si mesmo se esquece, para em devaneios viver ou os próprios passos entregar nas mãos incertas do destino;
Mente, que para si mesma insiste em mentir...como há de não se envergonhar daquilo que se proponha falsamente a sentir?
Seria sua arte maior a empatia do compadecer ou consentir?
Ou seria, em seu ápice de loucura, aos demais simplesmente por mero capricho...enganar e iludir?
Idéias ainda fluem e continuarão a fluir;
Com sentimentos continuarão talvez a se parecer, para fazer acontecer em si mesmo ou corpos alheios...um arrepio que justifique em emoção, o vil existir;
Pensamentos ridículos, ridiculamente malditos...sejam úteis ao menos e façam condensar em forma de letras, aquilo que precipitar-se-há na ilustre ou famigerada arte de, com ímpar beleza, simplesmente mentir!

Precisa-se de precisão.

Precisão...onde se faça necessária para aquilo que se precisa como cirurgia;
Se faz cirúrgica em palavras ou atos para impressionar ou simplesmente, imprescindível para um coração continuar a bater...ou a este, com um tiro silenciar fazendo olhos vívidos anoitecerem para a eternidade, ainda que seja dia;
Precisa-se de precisão para um discurso, para que a mensagem por seu público alvo, seja alcançada;
Precisa-se de precisão para em palavras, fazer com que a mensagem seja disseminada;
Que seja a mordaça seja presenteada para o boçal de boca mordaz, cujas palavras se assemelham com veneno destilado e não acrescentem...ou reduzam em nada;
Precisa-se de precisão para que algo em prosa ou verso, se possa eternizar...pelo período que transcenda uma simples humana jornada;
Precisa-se de precisão, onde menos se precisa, onde direciona-se o míssil teleguiado sem compaixão ou coisas de feitas de metal, para ferir a carne...coisas, que façam cessar para sempre a respiração;
Precisa-se de precisão para todo sofisma que se faça verdade absoluta...absoluta o suficiente para convencer ou persuadir uma carente multidão;
Precisa-se de precisão onde geralmente não se precisa de empatia ou de sentimento...coisas do coração;
Precisa-se de precisão para executar aquilo que geralmente se executa por um dia, e por uma eternidade se peça perdão;
Precisa-se de precisão, mas é preciso do coração...
Quando caminham separados poderão de alguma forma suceder, poderão por rumos incertos sem querer se perder;
Se perderão, talvez, ausentes da plenitude que o outro possa lhe conferir para que completo...possam passar a ser;
Precisa-se do cirurgião...mas, também precisa-se do atleta, do palhaço e do poeta;
Precisa-se de precisão, mas que esta esteja ciente do preço a ser pago por um gesto que devolva vida a um irmão, ou por um balaço na testa...

terça-feira

Vento.

Vento que sopra, sopra ao seu próprio gosto;
Força natural que ninguém há de soprar que não sejam do mar as correntes, vento à favor ou contra a gente;
Vento contra a pele, vento aliado ao tempo que leva rumo ao incerto alegrias e tristezas, vento aliado e vento contratempo;
Da natureza apenas um elemento...para a vida, um mensageiro que semeia a flor do futuro ou simplesmente um sopro de tormento;
Vento ceifeiro de tudo que seja efêmero, ainda que seja pesada a aura que paira sobre algo ou na atmosfera de uma fração de tempo, de momento...estará sujeita também ao vento...que sopra a favor, em favor do consenso, da empatia e traz consigo também o amor;
Amor efêmero, entretanto, nada que venha com o vento talvez possa permanecer para sempre para que seja duradouro encanto;
Fugaz, vento que dissipa o bem ou o mal, que não é matéria, mas há de ser desejado ou temido por tudo o que seja material;
Vento essencial, essência pura...não é mal, não traz consigo sanidade ou loucura...é apenas vento;
Quando sozinho, simplesmente leva e traz; quando aliado ao tempo...benevolente ou pernicioso se faz;
Vento que sopra manso ou revoltoso, que traz a leve brisa do mar ou de frescor em um dia de calor...ou virá em forma de furacão impiedoso;
Vento é nada...mas, um nada suficientemente agradável ou fatal;
Vento há de seguir seu caminho, estar contra ou à favor deste será opção para tudo o que seja humano;
Se deseja acompanhar o vento, ou se deseja seguir contra este...como alguém que rema contra as marés, saberá das consequências ao tentar resistir às forças sublimes...na condição de carne perecível e sozinho.