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quarta-feira

Utopia de perfeição, em um duro solo sem coração.

Mediocridade, não há de ser ofensa quando nos consideramos simples seres medianos em busca de evolução...há de ser perniciosa quando, viciosa, nos faz escravos de nossa própria maldade e inata maldição;
Sentir-se sublime requer reflexão, requer ponderar qual seria o motivo, qual seria a razão;
Se pressupõe um mais amplo discernimento ou visão, há de pressupor uma missão...se pressupõe missão, renegá-la poderá ser uma opção;
Opção...opção é concedida aos que sofrem na carne desde quando esta é concebida, opção que se pareça com obrigação, se renegada, resultaria em iminente punição?
Somente o tempo dirá, ou somente este colocará em lugar de resposta, uma outra questão;
Sentir-se sublime dentre tantos iguais, negar-se para ser aceito socialmente a cometer o mesmo repugnante, sob sua ótica, recorrente crime...não seria talvez a ante sala da arrogância, seria talvez escolher refúgio em sua criticada opção, um lugar seguro vivendo em uma insana sociedade sem identidade, que jamais fora nação;
Seria crime a abnegação, seria passível de do açoite quando do vil metal, abre-se mão para abraçar àquilo que não enriqueça aos bolsos, mas plenitude e da missão o cumprimento...como sensação trazem ao coração?
Não se sinta ofendido por sua mediocridade, não sinta-se arrogante por sentir-se em superior patamar de evolução;
À cada qual caberá sua consciência para julgar, à uma polícia armada, caberá para uma sociedade de animais pouco racionais, mais a repressão do que propriamente a proteção;
Proteja-se de si mesmo, sua melhor arma é um coração batendo em consonância com a razão;
Proteja-se dos demais...somos pobres diabos pagando por um desconhecido pecado, seres que buscam ou não por evolução, sofrendo e derramando do próprio sangue...perecendo para sobreviver na multidão;
Somos seres distintos, mas que sonham...cada qual seu sonho. Somos seres distintos que vivem na utopia sua perfeição, pisando em um solo quente, impiedoso...rezando para o mesmo céu esperando salvação;
Pobre ser humano, piedade por nossa condição.

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