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sexta-feira

Se agrada aos sentidos...

Consome-se na brasa que aos poucos o consome, consuma-se o esperado fato, enquanto degusta-se do prazer do natural ou artificial pecado;
O que haveria de ser pecado, quando em um mundo de tentações e tantas supostas provações, parecemos estar à nossa própria sorte abandonados, o que te faz pleno...que não haja no ingrediente um pouco daquele repugnante e amável veneno?
Consome-se o proibido, ilegal ou por conveniência legalizado...afinal, se é veneno não deveria ser igualmente recriminado ou condenado?
Admitido, repudiado...consumido aquilo que marca em seu rosto uma linha, escreve em sua vida uma página, carrega consigo como sina e se faz uma vez mais presente quando poderia ser para sempre passado;
Fato consumado, vaidade satisfeita e desejo saciado...o nojo e o gozo, o clímax e a sensação de pesar imposta por aquilo que flerta com o nefasto, seria ímpeto satânico e desprezível pecado;
Se agrada intensamente aos sentidos, se por acaso se parece repugnante por um consenso social com o qual jamais consentira, deverá então ser condenado;
Se agrada somente aos sentidos, não há de ser liberdade...há de ser mais bagagem, há de ser mais sofrimento para acumular na consciência neste aparente inferno onde ousar viver e saciar o animal presente no ser racional, será passível de punição e açoite, será passível de linchamento moral;
Cada um, cada um..cada qual será cada qual, ser indivisível, ser visível e sensorial;
Ser humano, ser de natureza desgraçada de dor e mortal...proibido será aquilo que, como a mentira repetida mil vezes será tido como verdade absoluta, aceitável será casar-se com sua mulher e pagar na obscuridade pelos serviços da desejada prostituta;
A cada resposta uma nova questão, até mesmo para o mais excelente filósofo e fervoroso teólogo, a fé ou a razão...por minutos serão questionadas, por segundos que sejam, se abalarão;
Eterna incógnita, eterna contradição...pratico aquilo que condeno, hei de punir ou recriminar de forma severa o explícito, mas hei de adorar em meu abrigo, tudo que se pareça com o profano e ilícito;
Sobreviver...saber com as coisas deste mundo que a todos os pecados nos compele, mas em rede pública quando a estes cedemos, há de nos demonizar...afinal monstros criamos, quiçá monstros somos e de monstros piores que nós, haveremos de necessitar;
Por fim, sem conclusão aparente e, como muitos de nós ainda que não publicamente assumidos, não afirmo e não negarei por estar titubeante, receoso, temeroso e ainda assim, pelos pecados mais estranhos...curioso. Sou vidraça neste momento, mas também não fujo à regra e sou tijolo;
Por que será que tudo aquilo que se pareça assaz prazeroso, intenso, libidinoso ou gostoso...há de se parecer com proibido, há de fazer mal e se assemelhar com ato pecaminoso?



INOCENTE???? AHAM...MMMMMM...com certeza!!! Eu também sou! hehehehhe


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