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quarta-feira

Realidade de poeta será mera pretensão...

Tudo talvez, principiara quiçá há muito tempo, como um jogo de fantasia e ilusão;
Tudo talvez sequer um dia passara, de boas escusas ou de realidade, onírica pretensão;
Já começara há tempos meu próprio jogo, vivo encontro-me em um mar de medíocres, em um mar egos inflados de razão;
Vivo para falar de coisas abstratas, em meu inferno que se parece com prisão, vivo para falar de lugares longínquos, quando pouco conheço do meu próprio chão;
Falo do mar, falo da brisa litorânea, de vertiginosa sensação, quando de vertigem o máximo que conheço é dentro de meu microcosmo longe do mar, vertigem que resulta num barato vaso sanitário no qual contemplo a única água que vejo e me inspira, em asquerosa regurgitação;
Viver para sonhar, sonhar com viver...sonhar para escrever, escrever, para jamais saber;
Da existência e de nossos propósitos somos grandes pontos de interrogação, seja na penúria de um gueto, seja na bonança e fortuna que se traduzem em carros de luxo ou em habita em uma mansão;
Necessita-se de algo escrito, necessita-se de uma canção...necessitar-se há de mentiras verossímeis que se assemelhem com inabaláveis verdade, necessitar-se-há de intensa emoção;
Viver para acreditar, viver em incessante busca por respostas sempre encontrando uma nova questão...viver supondo que não sobrevive somente, viver acreditando em um céu quando sente-se o próprio inferno arder ao tocar com pés descalços, um amaldiçoado chão;
Ser humano, humano é ser....ser alguém que seus próprios anseios desconhece, ser alguém que de si mesmo pouco possui para compreender;
Buscará em novas ou velhas escritas, em peças teatrais, em filosofias, que nem sempre compreenderá para acalentar seu aflito coração;
Tudo talvez não se passe de pretensas verdades, desde o princípio...a verdade absoluta daquele que registrou suas vontades ou loucuras em um papiro, em gravuras rudimentares ou no chão;
Tudo, talvez seja fruto do acaso ou não, para a sensação do vazio que sentimos, sonhar é algo que preenche por instantes nosso ser com aquilo que necessitamos para viver, um anseio ou uma emoção...esperando a palavra de salvação, esperando por algo que faça sentido bater o coração;
Até mesmo, quando sem aparente explicação...no luxo em que conquistou, em um paraíso de facilidades e ostentação...lágrimas mornas ou frias insistem, quando ocultas tua face, em molhar o seu travesseiro, umidecerem seu valioso colchão;
Pobre ser humano que ostenta bússolas no caos de sua sociedade e sua mortal e dolorosa condição, pobre vida que perece, pobre ser que ascende ao céu somente com o olhar, mas jamais sairá de seu próprio chão.

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