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segunda-feira

Perdi minha graça.

Perdi minha graça, senti-me humano e o pesar da aura que sobre mim se fez véu;
Perdi minha graça, mas com coisas divinas jamais me assemelhei, jamais fora anjo ou tocara o céu;
Se um dia toquei, não me lembro...dos motivos pelo qual ainda caminho, menos ainda saberei;
Perdi o norte que me levava às riquezas de um oriente de especiarias, perdi da minha essência tudo o que não seja reminiscências de abstrata alegria;
Agradeço pelo cair da noite, lamento-me pelo raiar de um novo dia;
Perdi minha graça, e se já a tivera um dia, acredito que ciente não estava, desta pouco sabia;
Vesti a máscara, para ocultar minha face...face daquilo que sempre se pareceu com o nada ao qual esta, ao contemplar em um espelho me remetia;
Agradeci por ser palhaço objeto de troças e viver daquilo que ainda resta;
Agradeço todos os dias, por ainda ostentar algum orgulho vivendo sem a minha graça, que talvez jamais tivera...em um lugar que ao inferno se assemelha, em um lugar onde é humano aquilo que se chama de fera;
Engolir o mesmo orgulho, ser refeito e sentir-se um quase que jamais fora pleno... aquilo que ainda resta;
Engolir este orgulho, e agradecer por ter perdido minha graça quiçá desde a tenra idade...e ter de me contentar com apenas aquilo que me resta...ainda que seja, coisa que não presta;
Perdi minha graça...perdeu, toda a graça!

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