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sexta-feira

Nos bolsos, gratidão.

Meu senhor, minha senhora;
Sou aquele que parece correr contra o tempo, mas curiosamente chego na esperada hora;
Meus meios não importam, não serão nada comuns, ortodoxos...minhas frases são contradição para muitos de meus atos e de meus próprios versos, antíteses e paradoxos;
Ofece-me uma condição, uma oportunidade, ou um mero café para acompanhar meu amanhecido pão;
Afirmo-lhe, senhor...senhora, que não terei como pagar assim como esperado por vós, talvez possa não soar como útil minha solução de pagamento agora;
Muito embora, de meu semblante sofrido de um infeliz peregrino, tiraste um sorriso;
Em minha alma com seu pequeno gesto, a retribuição será no brilho desta que já se faz quase opaca, ao novamente se acender e fazer acontecer um esquecido jeito de mover os lábios...e por assim reagir, hei de sentir-me um babaca;
Não obstante tudo isto venha a se assemelhar comigo...confuso e tímido, em decorrência da magnitude de minha aflição e mágoas que trago no coração;
Saber esperar...deverá ser exercício para tolos e inato conhecimento para os sábios;
Em meu olhar novamente se acende alguma esperança, por seu gesto que não soa como misericórdia, mas como a compaixão que se tenha por uma desamparada criança;
Por fim, vos afirmo, meu senhor, minha senhora...
Não trago nada nos bolsos que não seja uma amassada, embora bela, flor...que se materializa em forma de minha gratidão;
Em tempos de valores a culto ao papel e ao metal senhor...gostaria de saber, se esta ainda seria válida como expressão daquilo que sinto de mais nobre no coração?
Troco? Não se faz necessário...trocas, em minha época e minha utopia, pagar-se-hão e perdoai-me se por vós não houver aceitação, mas não de outra forma que não seja com a mais pura e nobre...de um homem pobre, sua humilde gratidão!

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