Visitantes da página

quinta-feira

Lua lá fora....

O teto se parece inquieto, então ponho-me a sonhar com o que observo com constância, a lua;
O teto se parece incerto, então me sinto seguro onde se parece perigoso, na rua;
A lua não é nada além de fria luz que não aquece, no teto você já não reconhece o que sob ele está e esquecer-se deste, repentinamente lhe apetece;
Fogo que não aquece, palavras que não são alento e sempre ferem, amor que se fala...se jura e se esquece;
Amor...talvez este nunca houve, talvez deste eu nunca soube ou no passado que invejo, soubesse;
Invejo o passado quando sob o teto, queria somente sonhar com a bela lua;
Detesto o presente, onde sob o teto sinto que há perigo, sinto vontade de gritar e perder de vez o juízo...sinto a iminente vontade de residir sob a lua;
Quando perguntarem por mim, pergunte a si mesmo onde estarei, mas jamais pergunte pelos lugares que já passei e como vergonha, odiei;
Pergunte à rua onde meus passos me levarão, pergunta ao acaso, pois deste pareço ter vindo e somente a lua, a rua e o destino incerto de um poeta errante, de mim saberão;
Lua lá fora, sinto que é chegada minha hora de sob ti, fazer colchão.
Lua lá fora, se faça abrigo para este novo mendigo...para alguém, cujo crime parece ter sido sua própria concepção...alguém que nunca teve alguma, mas está a ponto de perder sua razão...

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Observação: somente um membro deste blog pode postar um comentário.