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sexta-feira

Lamentações de um poeta.

Lamentação...será necessária mais que mero eufemismo para cessar minha auto admoestação;
Lamentação...é do bobo da corte, de ser rei por um dia, talvez sua ilusória pretensão;
Lamenta-se o pretenso poeta, por contemplar no espelho sua própria imagem patética;
Das figuras de linguagem conhece, mas seus versos já não fazem sentido como outrora, perderam a alma e sua beleza estética;
Estética...algo necessário em um mundo onde nada transcende à superfície, onde aquilo que atraia aos olhos não sejam versos bobos, mas somente frivolidades e imundice;
Sucesso...esperar por algo transcrevendo sentimentos em letras, assim como espera sempre o perdedor por notoriedade às avessas;
Sou contraditório, minhas palavras perderam-se dentre sentimentos que se confundem, entre o ódio que permeia o amor, no entanto jamais em um texto se fundamentam ou se fundem;
Sou lamentação, não espero nada mais além daquele que espera que alguém preencha seu copo com um veneno que eternamente deturpe seus sentidos ou cerre sua visão;
Visão...que já não mais transpõe barreiras, visão meramente de si mesmo para não perder a razão, pouco lisonjeira;
Visão passageira, espero em realidade que tudo por mim passe, espero que em minha ulterior missão em que gostava de acreditar minha vaidade, também passe...espero somente o nada;
Pois, com o nada se assemelha o tudo que já tive, e com paradoxos insanos e piadas sem graça, se vive a vida de um audacioso bobo...que como um poeta pensa que faz alguma diferença e para sempre, vive.

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