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segunda-feira

Lágrimas, para quê serão?


Aquilo que se molda, aquilo que se forma...aquilo que nos torna humanos e dos olhos saem quando um coração se parte ou algo se vai para sempre embora;
Lágrimas que caem em uma mesa, mesa de minhas angústias onde para para o descanso, em qualquer estrada;
Um antidepressivo, outra dose de suicídio descendo em meu esôfago, corroendo meu interior e em minhas veias, se fazendo perniciosa morada;
Lágrimas...são água, mas águas que não se juntam e formam vida não hão de ser nada;
Secam ao tocar o chão, molham somente para o desconforto seu próprio rosto ou seu colchão;
Lágrimas...seu destino jamais encontrarão;
Talvez escorram dos olhos e secam-se ao tocar o chão justamente por essa razão...
Lágrimas se derramam por expectativas, mas geralmente caem por desilusão;
Por tudo aquilo que se foi e não mais retorna, lágrimas que vida não alimentam e de sonhos são lamúrias que cortejam seu sepultamento...que impotentes são em sua condição;
Por lavar, mas não devolver a vida àquilo que faleceu e deitou-se em um caixão;
Jamais fizeram-se em quantidades suficientes para se condensarem em nuvens, jamais foram parte da divina precipitação;
Lágrimas, jamais correrão para um rio, a não ser que sobre este em prantos sejam derramadas ao acaso, ou por alguma ocasião;
Lágrimas...sequem-se para sempre de meus olhos, corram para longe e encontrem na imensidão do mar, seu último lar;
Aquele que tem o seu sabor, e para todo humano dissabor há de ser imenso para estas lágrimas receber, e ao meu ferido coração acalentar...
Lágrimas...molhem e façam-se únicas junto ao mar, e deixem em paz este coração, para que finalmente eu possa descansar;
LÁGRIMAS...

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