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sábado

Joice...em seu mundo, Mara.

Se no céu que observo eu pudesse um dia ao menos, vir sorrir, o azul que de meus olhos nele se faz refletir. 
Se aquilo que me aflige e me causa temor, se transformasse em ternura e pudesse retribuir aquilo que tenho para oferecer, meu carinho...meu amor. 
Se as almas que me perseguem, se os demônios que me atormentam, se os anjos que me cercam e os pensamentos que me alimentam...pudessem ao menos personificarem-se, uma fábula onde eu viveria, quiçá por um dia, todos os meus anseios de criança e toda minha fantasia. 
No entanto, menina não mais sou. O tempo deixou marcas indeléveis em meu corpo, e em minha alma urge a necessidade de me tornar mulher. 
Oportunidades não me faltam, sorrisos não me apetecem....abraços não me saciam e noites não me adormecem. 
Sou aquela que contempla um céu estralado. E neste, posso me ver somente ao teu lado. Olho uma estrela e logo te imagino, ela te daria, com ela, sem sua presença me contento e me fascino. 
Em um bichinho de pelúcia, dispo-me de toda minha astúcia, todos os meus medos...e a ele, como se representasse algo que quero ou alguém que venero, dedico toda minha fidúcia.  
Em alguém distante está meu pensamento, por mim mesma, por vezes somente me lamento. 
Olho-me então no espelho e percebo. Que o azul que queria no céu, nos olhos ostento, que a beleza que queria em minha utopia, está ao alcance do meu toque todos os seres de minha cria. 
Personifico-me naquilo que desejo, ajo conforme o ensejo, mulher me torno e amadureço. Criança, sou, e com a vida brinco, faço dela meu jardim, de espinhos que me causam dores e lágrimas, faço carmim....sou eu, a pessoa que cruzou seu caminho. Sou eu, aquela que diz “pode confiar em mim”. E ainda que de minhas capacidades, não esteja bem certa, do meu caráter e da minha ternura, que jamais duvide, nem sequer um audaz aspirante a poeta.



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