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quarta-feira

Jogo das vaidades

Em um jogo de vaidades, qual ego deverá restar remanescente, qual ego deverá prevalecer?
Em jogos onde a vaidade é o objeto maior em questão, nada deverá durar tempo suficiente para queimar enquanto há combustível, tudo irá se consumar e consumir após célere combustão;
Há de prevalecer aquilo que é dominante, a mais forte personalidade para ser prevalente;
No entanto, não há de adoecer tudo aquilo que é são, toda mente que se envolve em um jogo de frivolidades deverá restar doente;
Sequelas restarão, nada mais restará;
De tudo aquilo que um dia se pareceu, quase foi...sempre é o nada em sua maior expressão que fica como impressão daquilo que deveria se completar;
Incompleto, imperfeito, assimétrico...com defeito;
Jà nasce fadado ao fracasso, jogo maldito onde vestem-se máscaras que não são adereços de alegoria...serão sempre para ocultar a face do mal, ainda que de um inofensivo palhaço;
Vaidades...destróem lares, destróem relacionamentos, e amizades, nós que se parecem eternos subitamente se desfazem;
O astro segue Sol e segue flamejante, a estrela segue ardendo e à este sujeita, fria...se luz própria, com pretensão de ser lembrada como importante em um universo de várias, pretensa perfeita;
Similares e afinidades hão de se estranhar, quando tudo o que se foi e se passou...não foi fugaz e flamejante paixão, não foi incondicional amor, não foi sequer verdadeira amizade...simplesmente, fora mera lenha para aquecer uma maldita fogueira de vaidade.

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