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segunda-feira

Intransitivo silêncio.

Silêncio não é verbo, mas será intransitivo;
Algo que por si somente tudo diz, quando lábios silenciam e o olhar é telegrafado...ou simplesmente se oculta, apontando para o nariz;
Silêncio que tudo diz, uma lousa em branco onde já se veja o conteúdo...não necessita da escrita ou do pó do giz;
Instransitivo por excelência, não necessitará de objeto direto ou indireto que complementem o significado de sua presente ausência;
Silêncio por um minuto...reflexão e cerrar de lábios, sábios...como armas infalíveis na contramão do senhor da razão absoluto;
Quando não há argumentação, ou para esta alguma razão...silêncio;
Quando não há necessidade de provocar aquilo que está aquecido próximo ao ponto de ebulição, ou prestes a entrar em erupção...silêncio;
Quando faltarem as palavras, quando o poeta não mais fizer sentido sequer como um vendedor da mais barata ilusão...silêncio!
É da paisagem o sublime amigo, é para a própria evolução, combustível que faça a propulsão;
É inimigo natural de tudo que se acredite não calar e ser assaz sagaz, é intrumento para compreensão de toda expressão de perfeição;
Intransitivo e taxativo como deve ser;
Uma dádiva, assim como a fala...quando desta o sábio ou mesmo o tolo, entenderá que deve se abster.
Silêncio...venha como presente ao boçal para emudecer e se faça ausente somente, quando algo realmente se fizer necessário por dizer.

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