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quinta-feira

A luz que não faz brilhar, mas ofuscar.

Após tantos olhares, diretos ou de soslaio...tento me afirmar, mas uma vez mais eu caio;
Após tantas desventuras e passos rumo ao abismo com jeito de certeza, após tantas horas vivendo em minha ilusão, a mais excruciante dor e do amor que nada sei, sentir pairar o doce ar de leveza;
Após degustar com nenhuma parcimônia e me perder na embriaguez de cálices de veneno à mim oferecidos, que se pareciam com saborosa cerveja;
Nasci para viver no escuro, meus olhos não suportam a crueldade dos raios de Sol...da clareza;
Aquilo que não quer estar em evidência, talvez seja por saber de antemão, que perde aquilo que, de mais precioso possui quando exposto...sua essência;
Aquele que aprecia o crepitar de chamas, mas chamas pequenas que nada são além de parcas luzes de necessárias e iluminadas velas...aquele ao qual é aprazível estar oculto, pois em sua obscuridade, naquilo que é desprovido de beleza e de suas dores, produzirá suas mais belas pérolas...
Talvez nunca devesse ousar, talvez sequer deveria expor seu rosto em janelas;
A clausura é uma tortura, a liberdade não é via oposta ou paralela;
Por fim, afirmo...na clausura evito a praga que alguém por motivo desconhecido me roga;
Não sou ninguém e ninguém jamais me interessou ser, o nada comigo se assemelha e não quero entrar em um círculo social, quando eu já sei como para mim, há de girar a roda;
Destino, piedade! Mas, esta noite...por ter perdido novamente minha esperança em ilusão de holofotes, quando não sou ser que sobrevive à luz, quando de meu ninho de segurança ou de dissabores jamais sobrevivi saindo mais forte, hoje...VOU ME PERDER NO LIXO QUE A MIM SE ASSEMELHA, HOJE, VOU USAR DROGA E ME LANÇAR À PRÓPRIA SORTE!

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