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domingo

Flor do acaso.

Vida de quem, como flor que nasce semeada pelo acaso, tal qual a flor que nasce em terreno fértil, porém hostil, onde não habita ninguém;
Ninguém, é aquela flor que talvez não passe de metáfora, aquela flor que não passe de uma ironia do destino, flor da qual ninguém se importa com a beleza ou sua cor, flor...apenas és anáfora em versos sem sentido para alguém;
Eu te vejo flor, sobre ti falo neste momento, falo com propriedade e sei, que fora mero acaso e semeada por semente maldita, por sêmen que fecundou aquilo que não devia...não és filha do divino, nasceste do acaso para trazer beleza a um lugar lúgubre e cinzento;
Flor que nasce austera entre condições perfeitas para inexistência, flor que não é regada por ninguém além da chuva, que jamais necessitou de olhares ou cuidados, mas ainda é flor;
Espera um dia talvez por alguma abelha para te visitar, algum beija-flor;
Flor, não és nada para ninguém, é muito para quem sobre ti escreve...é paradoxo que fora lançada e crescera ao sabor do vento, contra sua vontade, mas existe esperando por algo que justifique sua natalidade;
Flor...que se parece comigo, é ser inteiro, mas jamais passara de uma metade para si mesma, pois não têm ninguém que a aprecie, flor, que espera pela piedade da mão que, porventura por ali se aventure, e venha a te ceifar...para tentar te ressuscitar em algum lugar que não seja frio e concreto, e juntar-se às suas...ainda que em um simples canteiro...

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