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quinta-feira

Feri um inocente coração

Eu feri um jovem coração...com isso jamais me importara no passado, entretanto, jamais fora minha intenção;
Por este coração me dediquei estranhamente em fraterna devoção, tentava salvá-lo de um previsto abismo enquanto eu mesmo, caminha em errante direção;
Já não dispunha mais de nada, eu pensava...já incapaz de demonstrar carinho ou emoção, eu acreditara;
Acolhi este ser juvenil, com um estranho sentimento...que descobri ser algo que permeia o amor e compaixão que se tenha por um ser doce e assaz ser infantil;
Será essa minha eterna maldição, será sempre ferir a quem eu goste por acaso, minha triste sina e condição?
Tudo para mim neste momento se faz dúvida, todo sim de afirmação negativa ou não, com positiva afirmação se parecem com insana mentira ou contradição;
Eu tomei aquela arma, e atirei contra este coração...ainda que conhecendo os limites, construindo barreiras que impedissem a qualquer pessoa, a transposição;
Seria eu digno de pena capital, seria eu digno de eterno ostracismo ou alguma piedade...haveria anistia para um belo e pobre maldito como tal qual eu, haveria perdão?
A beleza física parece atração, a beleza dos olhos, são imã que atraem boas almas, ainda que estas estejam em busca de abrigo, proteção;
Apaixonar-se faz parte do jogo, mas não estou mais disposto a brincar com o jogo da paixão;
Simplesmente, porque em um passado não muito longínquo, fui ferido pela chama desta perigosa emoção, e lágrimas de meus olhos se faziam, com a ineficácia de lágrimas que se derramam para evitar a lava impiedosa de um vulcão;
Seria eu digno de piedade, seria o destino de viver para viver minha triste sina e maldição?
Construí as tais barreiras, após tantas lágrimas ter derramado e de meu coração ter se livrado, barreiras que ninguém deveria transpor, rejeição à qual ninguém por segurança, jamais deveria se opor;
Frieza às vezes é abrigo, frieza para acolher, acolher um amigo...mas, ninguém jamais há de impedir que ocorra no coração de alguém, uma fagulha que acenda a paixão;
Deveria eu para sempre pensar em me abster, deveria eu...para sempre pensar em parar, não mais me aproximar e ainda que venha em minha alma doer, inclusive as lavas impiedosas que ainda queimam minha derme e me deixaram nesta condição, fazem doer em minha escolhida solidão; terei de rejeitar qualquer pedido de ajuda, hei de refutar uma mão;
Pessoas como eu não sei para qual propósito hão de existir, senão para ferir a quem busca por mim e me afogar ainda mais em lágrimas de desgosto e desilusão;
Perdão...eu tinha a arma sem querer e sem desejar assim, a ter. Não apontei para a cabeça como deveria há tempos fazer, sem querer...disparei contra seu coração...e feri tudo aquilo que tentei acolher.



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