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terça-feira

Eterna incógnita


Entre minha loucura e rara lucidez, de minhas próprias verdades, de tudo que sou, se é que já fora, novamente me desfaço; me dispo e me faço plena nudez;
Nú em minha carne, em fogo que não é de esperança...minha paciência se consome, tudo aquilo que é esperado se consuma e minha consciência arde;
Entre caras, máscaras e faces, encontro a minha em qualquer lugar como o luar que há de mudar com as circunstâncias, terá suas fases;
Oscilando entre pólos norte e sul permaneço, minha identidade pareço encontrar quando me acho e curiosamente, logo a seguir novamente me perco;
Insensatez...insensatas e irracionais se parecem a vida e suas maneiras, tudo aquilo que se constrói durante anos se perde por um minuto de desconfiança, por acreditar em suas próprias ou alheias idéias, ainda que soem como besteiras;
Tudo dura o suficiente para iludir e fazer acreditar por um segundo;
Tudo persiste tempo suficiente, para fazer girar, até fazer subitamente parar e colocar-me contra o chão, fazer cair este mundo;
Imundo, é o ser humano...ser vil, cruel e vagabundo;
Dentre estes me faço somente mais um na multidão, e entre estes, me perco em companhias que são piores do que a mais cruel solidão;
Hei de sobreviver, hei de suportar...até quando não saberei, as incertezas do futuro não estarão escritas em livro algum e somente o tempo com sua peculiar e nem sempre agradável sabedoria;
Vivo ao sabor ou dissabor do vento, vivo remando contra as marés ou à favor destas, vivo enquanto há tempo. Me encontro uma vez mais onde me perco na enganosa magia, vivo de realidade perecendo uma vez mais, em eterna sensação de nostalgia;

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