Visitantes da página

segunda-feira

Brisas e memórias vertiginosas

Passou por mim uma leve brisa, vinda do infinito azul...além da bruma do mar que meus olhos estavam a contemplar;
Passou por mim uma idéia já esquecida, que no passado deveria permanecer para nunca mais retornar;
Passou por mim a brisa, restou da chama inesperada de ansiedade e fúria em um local e hora igualmente inesperadas, somente as cinzas;
Continuo a fitar...adiante, onde meus olhos jamais poderão alcançar;
Seja o topo de uma imponente formação rochosa, seja a imensidão do mar;
Seja onde estiver, por onde rumar...idéias hão de surgir, brisas hão de soprar;
Quem está no controle, não dirá o céu, não dirá a natureza...e jamais dirá o mar;
Apenas você, ao contemplar a perfeição do equilíbrio que paira na visão que se dispõe a observar...a quem deve obedecer, se deve retroceder, ou adiante seguir sem jamais para o passado, parar para se desejar ou se lamentar;
Da auto-piedade jamais se moveram moinhos...da moenda de rancores ou repetição estúpida de atos que trarão perigo ou dissabores, jamais viverá sequer um passarinho;
Brisas hão de soprar, águas irão fluir;
Seja como a água, que ainda sob as intempéries do tempo, contorna e molda-se ao caminho e não impede seu destino...com calma ou fúria necessária, irá simplesmente seguir.

Um comentário:

  1. Retroceda... sentiu a brisa soprar? Era eu a chamar...

    ResponderExcluir

Observação: somente um membro deste blog pode postar um comentário.