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quarta-feira

Brisa do mar.

Sentado ao relento, sento à beira do imenso mar, não sei se é brisa de torpor que me inebria, não saberei se é vento de saudades que em meus ouvidos estão a sussurrar;


Sentado ao relento,  sentado a ponderar...após um cigarro nocivo, aceso em sua pequena brasa que se consome em intermitentes tragadas, minha chama de esperança consome e faz se apagar;
Cigarro aceso, à beira-mar...faça que em direção a mim soprem somente os bons ventos, que sussurre em meus ouvidos não aquilo que seja passado doloroso, mas somente aquilo que inspire minha alma e seja digno para em versos ou prosa, ser transcrito para algo falar;
Apague a luz, somente a lua de prata distante a brilhar...estrelas não vejo no céu, somente nuvens que as ocultam e com ferocidade, agita suas águas e faz em consonância minha mente se agitar;
Acalma minha alma, traga a mim tudo aquilo que um dia desejei e fui fraco ou incapaz demais para realizar;
Se fosse deveras forte, talvez não estivesse contemplando solitário, fumando um asqueroso cigarro buscando algo em ti para me inspirar;
Por fim lhe peço, querida e devastadora força da natureza, aquela da qual o homem em sua pretensa grandiosidade sempre temeu e jamais há de controlar;
Sei que tudo aquilo que se faz gigante para mim, apequena-se diante de sua grandiosidade, imenso mar;
Peço que nesta brisa que compartilhamos, em suas águas com gosto de nostalgia de tudo aquilo que se foi para não voltar...
Leve suavemente para o fundo, leve para sempre de meu ferido coração, meu caro amigo mar;
Conduza em suas ondas...torne pequeno e afogue em sua imensidão, aquilo que de alguma fora conspira contra o que me inspira, e aquilo que em minhas lágrimas, eu jamais fora capaz de afogar.



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