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terça-feira

Texto sem sentido...vida sem propósito.

Não sou começo para nada, nunca fui um meio e desconheço qual será meu fim;
Faça o que quiser de minha pessoa, faça o que quiser da personificação de mim;
Não tenho auto-estima, não sei quem sou...sei que somente sou um grão comparado ao mar, um mero componente descartável em uma multidão;
Da imensidão, jamais me fiz notório o suficiente para ser amado, mas...sinto que o fiz mais que devidamente para ser detestado;
Não sei de onde vim, não sei para onde vou...do meu passado pouca relevância se faz para se lembrar, pouco há neste para definir algo com que se pareça o que sou;
Olho para o espelho e este não me diz nada, olho para uma multidão onde passo invisível e esta, nada me diz;
Não me recordo de arrogância ou austeridade, lembro-me somente que há trinta anos fui concebido em alguma maternidade;
Meu presente se parece com insana repetição, jamais trouxe acima de meu olhar cabisbaixo meu nariz;
Dentro de mim, ainda insiste em bater um combalido coração...meus planos de futuro se desenham ante a mim com a fragilidade daquilo que se apaga como giz;
Entre ruas passo, passarei pela multidão...meu nome?
Não interessa, jamais interessou...caminho para o mesmo rumo daquele que jamais começou, nunca esteve certo de ter sido, ou jamais concluiu, resolveu-se ou algo terminou;
Caminho rumo ao limbo, ao esquecimento...
Em alguma frase ou palavra serei talvez lembrado;
Meu corpo presente, se parece com o etéreo, o translúcido...se parece com saudade ou com o ausente;
Meu corpo presente é indesejado como uma indesejável surpresa, sirvo para meramente servir como um boçal de postura hilária e subserviente;
Sentido talvez jamais tenha feito e me pergunto se algo nesta história toda em algum momento fez, somente sinto pouco a pouco, se desfazer e falecer aquilo que nunca possuiu vida, aquilo que jamais para si mesmo ou para alguém, alguma diferença...também fez.

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