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terça-feira

Romances urbanos, delírios humanos.

Te vi por um breve instante...algo que jamais havia contemplado, parecia-se mais nobre do que pedra rara...valiosa como um desejado diamante;

Segui sorrateiramente seus passos...cortejava, ainda que tu não soubesses, o sonho de um dia estar em seus braços;

Estive por perto...mais próximo daquilo que não poderia deixar de notar;

No entanto, jamais fui algo desejado por ti...parecia ser somente um obstáculo onde quiçá, seus nobres pés pudessem tropeçar, ou seu delicado corpo vir a abalroar; 

Parecia-se dama de ouro, parecia ao fim do arco íris, um baú de intangível e inestimável tesouro;

Um dia, você se dirige a mim...minha respiração por segundos paralisa...seria um sonho aquela cena, seria miragem agradável junta àquela agradável visão de perfeição trazida pela suave brisa?

Seu caminhar parecia-se com pairar...não parecia sequer o chão tocar;Deste humilde vendedor itinerante, os serviços veio solicitar...parecia austera, ainda que como sonho para mim fosse a ilusão de te adorar e até o açoite, de ti aceitar;

Essa foi a história de como nos conhecemos...depois de um breve conversar;

Descobri que princesas e plebeus podem conviver, não somente na utopia...podem ascender juntos ao pedestal ou, pelo caminho duro da vida caminhar;

Hoje estás aqui, envelhecendo ao meu lado...e eu com o mesmo olhar de encanto a te fitar;

Meu doce tesouro, meu bem mais valioso...vossa alteza, humildemente...a sorrir servindo-me o café da manhã para juntos, o nascer do Sol...aquele mesmo que te iluminou para mim um dia, contemplar!







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