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segunda-feira

Preto

Neutro também, como o branco seu irmão;
Permite poucas formas de vida onde ele impera e solitário habita, fazendo-se a cara e a imagem do medo do incerto e da solidão;
Onde pouco haverá de se ver, se do dourado ou mesmo do branco, não fizer clarão;
Desconhecido por sua essência, intrigante por excelência;
A ti, foram atribuídas as piores marcas pela dita civilização, idiotamente civilizada;
A ti foram impostas duras marcas pelo seu neutro que se assemelha com uma quase cor, e sem motivo, fora punido por ninguém completamente te compreender, mas de longe...por pré-conceitos durante a história sempre te temer;
O paraíso haveria de ser branco e o inferno escuro, negro...por quem isto fora definido? Pelo mesmo que lhe atribuiu marcas na pele ou estigmas na cor; pelo branco que acreditava este não ter alma, ou simplesmente por desconhecê-lo, como mercadoria barata o tratou; 
Como mero objeto de temor foi subjugado pelo dinheiro e armas...tentando roubar sua nobreza, tentando o fazer um ser inferior?
É tom neutro esperando também algo para colorir. Mas não não neutro assim para deixar de ser um pouco mais seletivo, afinal naquilo que é preto, nem tudo vai aparecer facilmente e nem tudo será aceito para nele permanecer;
É forte por natureza, é o irmão estranho do branco. É mais austero e orgulhoso, mais parecido com cor do que seu irmão. Já foi dos moinhos de engenho ou da mineração, a cor da mão do que trabalhou por este país e padecia na escravidão;
É a cor de uma das coisas que mais me anima, que me traz amor incondicional e que, particularmente, mais prezo;
É o tom neutro que ostenta minha gatinha...ser que também me intriga. Não pela sua negra cor, mas por seu carinho e olhar singular e sincero.

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