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quinta-feira

Olhos teimosos

Olhos que abertos permanecem, 
ainda que já passa hora de se fechar; 






Passos que caminham por aí incertos, quando deveriam estar em uma cama a repousar;


Vida que se vive e se perde no intenso escuro, quando deveria esperar o dia clarear; 
Combustível estranho que se compra para o corpo funcionar...não deveriam somente a máquinas se aplicar; 
Somos humanos demais para ser máquinas, máquinas complexas demais para nos tornarmos únicos e humanos; 
Somos algo que a ciência não reproduziu e jamais conseguirá, em seu pretenso plano; 
No entanto, combustível não se deixa de produzir... em laboratórios licenciados ou clandestinos;
Do relógio biológico programado pelo imaterial, quiçá pelo divino... o homem quer se apoderar, ajustar como lhe apraz os ponteiros... o mais grosso e o mais fino; 
Vida que se vive lentamente. Na ampulheta, acelera o ritmo da areia desapercebidamente; 
Morte que já se faz sua companheira, seu destino iminente... enquanto por aí caminha com olhos abertos enquanto dorme o mundo; 
Até que a máquina humana venha um dia a falhar e estes, venham a se cerrar eternamente.




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