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quarta-feira

Não necessitamos escolher, a alma há de saber!

O que há de atar se não forem laços que o tempo desfaz?
O que irá prender para a eternidade, que não sejam algemas ou grilhões das quais se livram um bandido sagaz?
Quem ou qual motivo, hão de te fazer seguir adiante sem sequer olhar para trás? 

Ao desistir...ao precipitar-se e pensar em caminhar permeando o perigo, cortejando o inimigo...

Quem será aquele que poderá ser real o suficiente para suas lágrimas de dor secar, incondicionalmente te amar e realmente, parecer humano para permanecer contigo além da luz de um mero luar ou até após o Sol raiar?
Pessoas passam por sua vida, juram para sempre permanecer...pessoas te abandonam como meros utensílios a qualquer momento, em seu adoecer;
Feras que se parecem dóceis ovelhas e iludem com o sedutor olhar de um predador, com sagaz perjúrio;
Seres que prometem aquilo que no espelho não se reflete, pessoas que somente possuem em si um doentio orgulho;
Em uma multidão de estranhos, dentre irmãos da mesma raça...encontramos diversão temporária, encontramos a mentira que por minutos nos agrada;
Colegas, um companheiro....passarão, serão talvez lembrados...porém, dificilmente de forma plena, pois jamais se pareceram com algo que transcendesse à metades...ao verdadeiro inteiro;
Em um olhar despretensioso sem querer, depois de a alma tanto sofrer...encontramos alguém que já não sabemos mais valorizar ou, por muito já terem nos levado, não temos nada a oferecer;
Encontramos alguém, entretanto, cujo olhar marca a alma e a imagem o subconsciente não nos deixa esquecer...alguém que ainda que seja um mero sorriso sem graça, iremos ter para oferecer;
Então...ainda que feridos com a crueldade de nossos semelhantes e do tempo, paramos por um segundo, refletimos por um breve momento...


Chega-se à conclusão de que, cedo ou tarde demais, não importa aquilo que machucou ou permanece doendo...encontramos a alma verdadeira, o inteiro que não é utópico e não se vai com o vento;
Encontramos aquilo que parecia somente existir em contos...finalmente, achamos o que não sabemos sequer denominar: amigo verdadeiro ou tudo que possa para nós representar...alguém que sem querer, nos faz aprender novamente a expandir para além de nós, o olhar e verdadeiramente. Alguém que nos faz voltar a crer em acreditar, por mais estranho que possa soar;

Amigo ou amiga, como é bom estar vivo, ter sofrido...somente para poder neste meio que se parece com um fim, poder te encontrar...poder finalmente como verdade verossímil e onírica, simplesmente te abraçar!



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