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quinta-feira

Minha omissão...minha obsessão.




Todos os dias, penso em parar aquilo que faço, penso o por quê de ainda o fazer, penso...se ainda é digno de ser;
Todos os dias fantasmas do passado me assombram, pessoas que há muito queria ter repelido ainda mais se aproximam...me pergunto se já não deviam ser passado, algo que já devia ter sido;
Olho o calendário e vejo suas folhas arrancadas, como um pedaço a mais de minha vida que parece estar sendo por mim mesmo, por omissão desperdiçada;
Vejo-me no espelho envelhecer, sinto o meu dia entardecer e sou complacente com do meu semblante, o progressivo entristecer;
O futuro para mim, embora seja distinto no presente o processo...se parece sempre com a mesma coisa, se parece com regresso;
Tudo parece bom demais para por um instante agradar, tudo se parece...ilusório demais para fazer esta alegria perdurar;
Sinto a dor de me resignar, sinto a dor de possuir muita força, mas pouca disposição para sabiamente ou de forma insana, esta definitivamente aplicar;
Vejo o movimento dos ponteiros não parar, vejos minhas células morrendo, vejo vida acontecendo enquanto estou aqui com minhas próprias questões sofrendo;
Vejo minha identidade se perdendo, vejo-me sendo cada vez mais o que os outros queiram e menos aquilo que no fundo, ainda sinto desejar, fazendo ou querendo;
Suma da minha vida, suma de vez...deixe-me solitário com minha pouca inspiração, deixe-me gozar no ócio, naquilo que eu bem quiser ou na completa loucura ou insensatez;
Por que não deixar partir, por que...não partir de uma vez? Após tanto pensar e nada ao respeito fazer, nenhuma peça mover...me pergunto simplesmente, se ainda vale a pena uma existência cuja maior missão é somente respirar;
Penso que se não posso ou não tenho coragem suficiente para fazer, por que não deixar alguém ou algo por mim, de minha existência me aliviar e finalmente, de minha dor...para todo o sempre, me privar!

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