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sábado

Minha fiel companheira

Carrego uma maldição comigo, e esta maldição será sempre se parecer com um fantasma;
A maldição que carrego comigo, jamais desejo que carregues contigo;
É maldição dolorosa, maldita ao ponto de se parecer com um vitalício castigo;
A maldição que comigo carrego, jamais se assemelhara por um instante com algo físico, em formas...de amigo ou inimigo;
É algo ainda mais maldito, é algo que não é mencionado, não é lembrado, sequer será dito;
Pergunto-me incessantemente, se nesta para sempre farei meu indesejado abrigo;
Pergunto se há algo de errado, com o mundo em que nasci, ou simplesmente comigo;
Tento parecer normal, mas não consigo...afinal, normal jamais alguém me ensinara o que seria, jamais fora matéria para ser aprendido ou tema, para ser debatido;
É algo nefasto, é algo como caminhar entre mortos e entre os vivos, parecer como um cadáver ou algo ignóbil para ser visto;
O que fizera eu no passado para isto merecer, serei eu merecedor deste eterno viver que se assemelha com o lúgubre habitar de um jazigo?
Campos não florescem à minha frente, não nascerá grama onde eu piso;
Da real felicidade pareço ter desconhecimento...para Deus e seus filhos, pareço ser um fantoche para piadas jocosas e entretenimento;
Paro e penso por um momento...viver sob minha pele, se parece com insistir em dependurar-se à beira de um abismo;
Realmente, acredito ser filho daquilo que não presta...e mereço, para sempre, perecer e apodrecer juntamente com minha querida maldição, que denomino como sendo o mais triste ostracismo.

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