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quinta-feira

Meu anjo e nossa história.


Tu viestes a este mundo...como uma estrela cadente cumpriu sua estranha sina;
Tu viestes sem vestes...parecendo-se humana...um anjo nú de olhos azuis, com cara de menina;
Eras então personificação do divino, olhar distinto e sorriso que até doutores e aos seus pais com singular encanto, encantou;
Cresceu em meio a um mundo hostil...até mesmo ao vil ladrão e ao ser humano sem escrúpulos que se fazia vizinho, sempre com seu sorriso ao lançar, o dia coloriu;
Poucos enxergavam suas asas, muitos tentaram desgraçar sua nobre graça;
Poucos sabiam de sua magnânima aura...até que um dia, conheceu ainda em forma de jovem moça...um drogado com alma machucada;
Esse estranho ser mais velho, te observava com carinho, te olhava com estranho esmero;
Rapaz vagabundo...poeta decaído, perdido em um obscuro mundo;
Com você vivi aquilo que se chamava de intensidade, em você vi verdade...três anos de tristezas e sorrisos...duas almas que parecem não pertencer a esta condição de humanidade;
Vi você crescer....fazendo coisas erradas, tentei te ensinar a também não perecer;
O tempo e o vento....o ser humano estranho e ciumento...sobrevivemos a tormentas, às intempéries, vivendo ao relento;
Mãos amigas que se ajudavam...amizade que ninguém compreendia ou por inveja, não acreditavam;
Parece ter surgido como ser da utopia, que aos meus olhos fascina e ao meu desânimo, anima;
Um dia...uma estranha briga. Por telefone, nossos laços fortes de amizade, por vontade da maldade, parecia que definitivamente se rompiam;
Te senti à distância como outrora, estremecer...te senti pela primeira vez com um medo mórbido enfraquecer...sua consciência ouvia você perder e, em desespero, me pus a tentar de volta, com meus gritos inúteis à distância...ao mundo te trazer;
Suas asas empalidecerem e sua voz completamente, para meu desespero, senti emudecer...no frio que não era do céu, ao relento de um banco de concreto estranho, onde você não havia de pertencer, você estava lentamente a agonizar e morrer;
Eu sequer estava lá para ajudar, eu sequer...fui salvador daquela que me já me salvou também à distância, mas sempre com sua aura presente, em um triste anoitecer;
Por telefone...simplesmente com agonia, compelia pessoas de branco a te socorrer, para sua vida e cor, ao seu pequeno e frágil corpo desfalecido devolver;
Anjo...volte para minha vida, volte para ser minha amiga...a terra não há de seu corpo jovem merecer...e o céu, ainda não está pronto para um anjo juvenil com alguma alegria, receber!

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