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sexta-feira

Madeira e nós



Madeira, sujeira ao tempo, sujeita à poeira;
Madeira que deita para um ornamento ou moradia se levantar;
Madeira, que há de estar naquilo que é nosso temporário repouso ou eterno descansar;
A madeira que hoje corto para ao fogo lançar, se consome em chamas;
A mesma madeira que derrubei para construir tudo ao que olhos humanos agradam, é a madeira que me observa em silêncio e sabe que um dia...após nossa intensa interação...para deitar para toda eternidade nela me chama;
Madeira em chamas se consome e me aquece...meu destino na madeira marcado, em marcas que o tempo não apaga;
Madeira que nasce naturalmente sem interferência humana, madeira comprada e modificada que o dinheiro paga;
Madeira que se estenderá para mim como minha já confortável cama, madeira que me chama;
Ponto final ou reticências de uma história passageira, se consuma e sela o destino da carne...nos unimos para sempre e de nós, nascerá vida em forma de grama....

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