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sexta-feira

Ipê urbano

Ipê urbano, nascido em território estranho, nascido para florescer em meio ao cinzento covil humano;
Ipê humano, floresce em diferentes cores para fazer sorrir o triste solitário ou na clausura, que se derrete em tristes memórias e em seu pranto;
Ipê cigano, nascerá onde os ventos levarem suas sementes, florescerá onde o pássaro canta no campo;
Ipê urbano, é colírio aos olhos que perturbam-se com a fumaça e com as desgraças de nosso cotidiano;
Ipê, continue crescendo, onde seja plantado ou onde te leve o vento;
Continue pertencendo à natureza, assim como o ser humano, mas se fazendo urbano e aos nossos caprichos se submetendo;
Assim como nós, perece em meio à poluição, em meio à destruição...perece dentro dos muros que se elevam para cercar sanatórios ou uma prisão;
Ipê, continue para nossos olhos ávidos e perturbados, para nossas mentes doentes e distraídas;
Distraia da realidade cruel que se faz presente, mostrando a quem queira por um minuto te observar, que ainda há uma chance para a vida...ainda que insista em pairar a essência da morte, no ar viciado que se respira.




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