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sexta-feira

Hora da dúvida...hora de angústia


A hora da minha dúvida não tem hora marcada, é parte da história, é parte da ferida de uma punhalada não cicatrizada;
A hora da minha angústia tem um gosto peculiar que contraria a vontade, e uma vontade que me causa desgosto...e de mim, me faz sentir nojo;
Nessas horas, os ponteiros estacionam e lentamente caminham conspirando contra tudo o que acredito, em direção oposta ao rumo correto essas setas imaginárias apontam;
Lá fora está o meio, aqui dentro reside o perigo...lá fora está o mundo, dentro de mim, reside o cruel inimigo;
Meu semblante se consterna, subitamente me entristeço e não acredito ou vejo solução sequer em um abraço, ainda que seja consolador e realmente amigo;
Reservo-me o direto do silêncio, indagando incessantemente, ainda que tentando esquecer concomitantemente...até quando hei de temer calçar meus próprios sapatos?
Não me fale neste momento de flores, não me alegrará nenhuma fagulha de esperança ou acenderá meus olhos opacos, o mais alegre dos fatos;
Neste segundo, onde me sinto um vil cão vira latas, um maldito vagabundo...vejo somente a morte e sinto o cheiro do sangue, vejo diante do espelho a projeção da mentira que me causa ódio de minha aura errante;
Neste momento quero sumir, nesta hora maldita não me agrada o afago. Quero simplesmente ter alguma esperança que possa permear a certeza de que ter alguma liberdade, não custe novamente um preço caro;
Neste segundo, deste dia...me pergunto por fim, seja noite ou seja dia:
Serei eu, verdadeiramente aquilo que eu possa chamar de meu fiel amigo...ao menos algum dia?

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