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segunda-feira

Embodocou, cumpádi!



Esperar era seu ofício, esperar a hora certa de uma certeira fisgada;
Não contava as horas, os dias...para ele modas e apelos não apetecia;
Anacrônico...eis o ser que simplesmente armava sua tralha e ali...à margem do remanso esperava;
Do elemento, da molécula que gera toda vida vinha seu alimento;
Onde este fazia grande ou pequeno volume...rio ou córrego, por onde o peixe nadasse ele simplesmente buscava sua diversão e alimento;
Da escola aprendera o básico, simpático e folclórico ser quase iletrado ao contar seus causos reais ou irreais, mas aos atentos ouvidos...não menos fantásticos;
Era fruto do campo e ainda que migrasse para a cidade, o campo de si jamais saíra....
Da maldade não fazia parte, de organizações ou grupelhos urbanos; simplesmente os desconhecia;
Para ele, a natureza tudo já fornecera, e ser parte deste todo...observar o pôr do Sol ou o fogareiro em uma clareira era pura magia;
Pernilongos talvez seriam seu maior adversário, ou a cobra sorrateira que rasteja no mato...embora, fossem dignos de respeito por fazer parte de seu lazer em seu sagrado santuário;
Era puro como o povo de sua terra, era claro, homem rude, honesto e límpido como as águas daquilo que era mais importante em sua vida;
Esperava fumando um cigarrinho de palha, com ansiedade...
Aguardava com semblante plácido o ápice de sua alegria, fosse este ainda que o simples beliscar de um lambari ou de uma traíra!

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