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segunda-feira

Durma em paz...

Senta-se o rapaz, com plácido semblante à contemplar uma incandescente e poente esfera através de sua janela;
Seu rosto ostenta a expressão do nada, vazio e lúgubre como um cemitério é seu interior, onde sequer há fagulha acesa que se assemelha à luz de uma vela;
A esfera que observa lentamente mergulha no mar, ante aos seus olhos calmos e levemente marejados;
A cor do céu neste dia parece consentir com sua tristeza, um triste tom alaranjado;
Seu semblante consterna-se um pouco, parece pressentir no que há de culminar tudo o que sente, sentia-se insuportavelmente sufocado;
Quando do céu o fogo aos poucos se enfraquecia, sua mão rapidamente, evitou que daquela cena se fizesse escuridão e, uma última fagulha, se fez ao cair o dia;
A fagulha não era de vida, era fagulha provocada...após um breve estampido, seu corpo sem vida no chão de seu quarto, para sempre se deitava;
A noite, para ele não chegou naquele dia...evitou escurecer, a escuridão que em si habitava e tanto temia;
Seus olhos...cerraram-se para sempre, e para ele, não interessava quando não havia mais esperança, a expectativa do raiar de um novo dia;
Durma em paz jovem, encontre no além o que tanto queria, ainda que neste cruel chão que habitam seus semelhantes, chamem de "ato de covardia";


Somente você de suas razões sabia e somente a ti...a escolha entre continuar ou um ponto final colocar, cabia.

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