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segunda-feira

Carta aos Ilustres Senhores



Senhor do terno, senhor doutor; senhores ilustríssimos, digníssimos...intocáveis vós sois;
Senhor, quem outorgara a vós este título? Seria digno de ostentar tanto status, respeito e até, por parte dos miseráveis, louvor?
Senhor, aprovado em um concurso e com estabilidade "divina" garantida, vitalícia...está apto a julgar, oprimir, condenar, quando contigo carrega tanta malícia?
Senhor, com todo o respeito vos redijo a presente e vos remeto...para apreciação, desculpando-me pelo meu pobre vocabulário de sofrido brasileiro;
Perdoe-me pelos questionamentos, pelas indagações...pois, da Lei, não sou estudioso, desconheço seus termos e não sou da razão pretenso senhor;
Ilustre figura, austero doutor, que também faz suas preces quando alguém que vos é querido adoece;
Que como nós, quando um dia não se banha...na sua carne sente o incômodo e o odor, que pede por ajuda sem jamais perder sua majestade, pois da condição de mortal parece se envergonhar e na escuridão por orgulho padece;
Digníssimo, aquele que exige dos demais silêncio, cooperação, respeito, que julga com "maestria";
Estudara, dentre as várias ciências que se orgulha...sobre empatia?
Senhor de semblante frio, de vida sem graça e vazia...que pouco parece se importar com quem padece na pobreza no dia-a-dia. Já pensou em despir-se de suas honoráveis vestes e fitar-nos em nossos olhos, como um ser humano...quem sabe um dia?

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