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segunda-feira

Branco

Quietude no olhar ou paz de espírito;
Lapso na mente ao tentar se recordar do recente ou do longínquo;
Alvo tom, alva luz que pode cegar aos olhos tentando guiar;
Ausência de tudo, prevalência do nada...neutra cor a me inspirar;
Branco...é aquilo que está na espera, é o papel que aguarda da caneta o rolar da colorida esfera;
Branco...não é cor, não é nada até que receba uma letra ou pincelada. Até que tocado pela inspiração a alguém concedida, inspiração como presente para alguém dada;
Tom que não tem vida, mas parece ter luz própria;
Tom...que aguarda da vida um pincel para colorir, uma palavra que lhe dê sentido para alguém sentir;
Cor, que para descrever tive que me utilizar do azul, por esta sem outra nada ser. Para que todos pudessem simplesmente ler ou compreender;
Espera por algo que lhe faça notório, que com outra cor se misture e que lhe tire da condição de sem cor. Não representa o puro, não é racista e não é pecado. Aguarda somente por algo em que nele valha a pena para eternamente ficar marcado;
Permaneça assim então somente a marca no branco, com cara de neutro ausente; aquilo que seja bom para ser permanente.


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