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sexta-feira

Amigos...para sempre? (Eh nóes, parça??)

Um dia, em um espaço temporal não muito longínquo na linha de nossas vidas, caminhei contigo;
Nestes dias do passado, me chamara por irmão, estive sempre em seus planos...jurava ser meu amigo;
Aventuras memoráveis e desventuras detestáveis juntos vivemos, parecia que era jóia nossa amizade, parecia verdadeiro todo aquele sentimento;
Um pelo outro, o outro por um a qualquer hora, a qualquer momento;
Éramos passageiros em baladas da noite, éramos a sobriedade que nada ostentava, mas inveja causava. Fitávamos no olhar do outro, sem medo ou desconfianças durante a luz do dia;
Parecíamos, quando caminhávamos sobre as mesmas trilhas temíveis ou inofensivas, irmãos que não nasceram da mesma mãe; mas de alguma forma, fraternal sangue pelo outro derramaria;
Diferenças de idade não era a questão, em nossa afinidade, nada se parecia com problema que não houvesse solução;
No entanto, como disse um célebre poeta...que tudo que deveria ser para sempre, sempre acaba e não passa de agradável ilusão;
Nossa amizade não transcendeu às barreiras mais simples da vaidade individual e com olhar de estranhamento, nos afastamos compartilhando a mesma marca maldita, a mesma condição;
Se jamais fora meu amigo, se eu jamais fora para ti um irmão...mal jamais te desejara, mágoas não desejo ostentar em meu coração;
Sei que caminha por veredas obscuras, sei que nos estranhamos a um ponto de não suportar talvez, do outro a lembrança ou a indesejada visão;
De sua vida hoje pouco sei, de ti na verdade...tenho a infeliz impressão de que nada soube;
Tudo em relação a sua personalidade para mim se ocultava por trás de máscaras, algo que ao me dar conta não pude conceber, em minha vida à partir deste dia...sua presença tampouco não mais coube;

Pouco sei de seus passos, embora esteja ciente de que caminha entre trevas que são fotografadas como a inocência da paisagem de paraíso para os seus, para inocentes e incautos;
Sei que não sente felicidade em ostentação, que talvez busque dentro de si algo que parecia ter...uma personalidade e um coração;
Hoje...não sei se deveria eu lançar um olhar pesaroso, jocoso ou indiferente sobre seus percalços;
Ou quiçá, ignorar e fingir que nada jamais ocorrera...e que junto a pessoas como ti um dia caminhei, os temíveis e paradoxalmente, afáveis falsos.

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