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sábado

Como é belo seu coração!

Um belo dia, não tão belo como costumeiramente se parecia, resolvi prospectar dentro de ti...com a finalidade de descobrir se havia algo parecido com amor ali;
Coloquei-me então, calmamente, a afiar meu instrumento para o meu curioso e inédito trabalho...com uma calma que flertava muito proximamente com a insanidade completa que em minha mente, o toque não senti;
Afiava sem os olhos de ti, desviar...afiava como um prenúncio da desgraça da qual cada momento, dessa doce missão de encontrar em seu âmago o amor, eu já imaginava degustar;
Você lançando a mim seus sorrisos falsos...sorrisos que mal você sabia, iriam para sempre juntamente com sua imagem, apodrecer e silenciar. Tudo pelo bem da minha "ciência", tudo pela forma que me fazia te enxergar;
Sempre pareceu uma pessoa doce, sempre pareceu a mim e aos tolos enganar...mas, em algum momento, pus-me a ponderar e com esta decisão, ainda que como consequência sua vida ter de tirar e em seu sangue me banhar, vim a decidir...o destino em favor da minha empreitada veio a conspirar;
Haveria dentro de ti algo que pudesse ser realmente chamado de coração, ou apenas um órgão velho e debilitado inutilmente a pulsar...destinado somente a manter-lhe viva para poder enganar?
Empreendi então aquilo que já há algum tempo planejara; contra seu frágil corpo...com uma força descomunal e fúria em minha calma, vim a me projetar e...sem que percebesse...sua vida em minhas mãos falecia, seu corpo aos poucos então, em uma cena um pouco pegajosa e desagradável, eu partia...
Pena...perdi meu precioso tempo. Você se parecia diferente de mim, ao menos era o que dizia...que desilusão a minha, que triste saber que nada encontrei quando tanto esperava...enquanto TE ABRIA...
Vá com os diabos, leve para o inferno seu amor...minha cara e estimada vadia!



Para quem eu amo...com carinho!

Adorável ser, ícone de adoração humano;
É aquilo que chama a curiosidade e desperta a simpatia com sua chama maldita;
É feita de estupidez, a maioria que em ti maldade não enxerga e ainda acredita;
Adorável ser profano...detestável é aos meu olhos, contigo jamais me engano;
Se compartilho momentos ou espaços contigo é por brincadeira sádica do destino, é motivo não para superar diferenças, pois diferentes somos...é a razão de se assemelhar com inferno este lugar insano;
De Lúcifer te chamaria, se não tivesse vindo tarde demais...assim seu nome seria;
Mas, acredito que ainda assim falharia, pois até do profano e suposto anjo decaído, o nome você profanaria;
Com nada se parece em um mundo onde nada faz sentido, com nada jamais você ou até mesmo eu haveríamos de nos parecer, soaria como pretensa ousadia;
Transformar o mundo inteiro em um fétido túmulo...com sua boca aberta e vociferando cheio de razão, é o motivo do seu pequeno existir, é na negação onde encontra abrigo para não enlouquecer com sua vil condição;
Ao lixo se assemelha, a ele sempre pertencerá...atrair as moscas é sua sina, para nada mais, jamais há de servir, não há de prestar...sequer para reciclagem, pois é podre onde os olhos não tocam, onde não se vê superficialmente como a paisagem;
Não moverá uma pedra, não passará de mero e mudo acúmulo de sua falsa saberia, não há de superar sua falta de caráter latente e de inteligência, tão evidente;
Acúmulo de lixo tão ineficaz, seu silêncio para mim se apraz...será ainda mais aprazível quando do mundo, ausente se fizer sua desprezível presença a cada dia mais decadente...ser doente!





sexta-feira

O mal

Olhos treinados...que aprendem com a vida, com o tempo e pessoas;
Olhos condicionados, a enxergar o mal nos mínimos gestos, olhos que não se movem à toa;
Mente...preparada para sobreviver em um mundo que dá pouco e muito pede em troca, preparada para um mundo doente;
Mente...mentir para si mesmo, trair sua própria mente, em seu âmago é plantada a desconfiança, em seu ser agora habita o mal que se fez semente;
Seus sentidos traem ou as pessoas e o destino te traem sorrateira ou descaradamente?
Pode ser mera ficção, pode ser da própria psique algo ultrajante...traição. Podem ser coisas que só hão de acreditar aqueles a quem chamamos de "crentes", pode ter ou não cara de armação...quiçá coisas de uma mente que já não suporta, uma mente doente que já não aguenta mentiras, desconfiança ou ilusão...
Acredito que nem sempre, o mal está nos olhos de quem observa...não é questão de mania de perseguição ou patologia mental. O mal é presente, e materializa-se de forma real, em forma de coisas inanimadas ou em forma de gente!

Paradoxos e obsessão

Como tentar compreender de forma racional e explicar a loucura?
Como retribuir gestos de desprezo e aparente descaso com a ternura?
Não há de existir lógica para tudo, não há de se explicar com mera matemática aquilo que não seja de concreto ou não se pareça com a frieza de uma vida dura;
Guarde a razão para argumentação sobre coisas concretas e reais, que façam sentido;
Guarde seu silêncio, para aquilo que ante aos seus olhos, se pareça com insanidade ou seja abstrato o suficiente para não fazer nenhum sentido;
Tente compreender nada dizer, tente se simplesmente se esquecer e deixar morrer;
A opção sempre estará na mão do sábio, a escolha sempre quando ponderada, clara e evidente irá se parecer;
Oculto em meu semblante aquilo que não quero deixar transparecer;
Em minha mente, jamais saberá quem me cerca, acontecimentos imaginados que naturalmente hão de transcorrer;
Quando minha voz emudecer e pouco tiver a dizer ao escrever...é melhor não me perguntar, é melhor me evitar, é melhor simplesmente, daquilo que não faz sentido algum e nunca fará, se esquecer...assim como facilmente me esqueço de você.

quarta-feira

Nostalgia

Viver o presente sempre olhando adiante, caminhando para a frente;
Lógico demais, lógico o suficiente para ser chamado de evidente;
Viver o presente é necessário, mas esquecer totalmente o passado é ineficaz, quando nele às vezes reside nosso maior presente, aquilo que nos mantém firmes quando toda a paz se faz ausente...
Na mente tenta se esquecer aquilo que no coração se faz residente;
No horizonte não se vê nenhum futuro que não seja um sorriso estranho, um mundo doente e displicente;
Na nostalgia presente em minhas palavras, presente em minha mente...se faz alicerce para tudo que se construa a minha frente, de passado é feita a matéria constituinte do meu projeto de futuro, daquilo que venha adiante, pela frente;
Projeto tão incerto quanto a certeza da pureza presente no ar que paira e que respiro, incerto quanto se de minha face, ainda é capaz de sair um espontâneo sorriso;
Que saudades de minha vida, saudades da felicidade que tinha...o que me resta é contemplar cativo tudo o que já tive um dia, o que me resta...é viver de nostalgia.



"LIVING ON A PRAYER..." (Bon Jovi)

Musas e admiradores

Pela janela de meu quarto...por anos um dia te observei sem você me notar;
Pelas noites de minha juventude, contigo sonhava em meu doce e libidinoso...inocente ninar;
Minha musa inspiradora, aquela que em sua recém maturidade, colocava-se na sacada com um sorriso de ternura...doces olhos claros e cabelos da cor do Sol iluminados a me fitar;
Musa da minha juventude, moça que em segredo adorava...apesar de em tempos modernos cafona soar, sequer seu nome eu perguntaria...ou a ti, haveria de dirigir uma palavra. Enrubescia-se minha face, ocultava de ti meu olhar;
Em tempos onde ainda jovens com curiosidade natural da idade se aproximavam...sexo oposto ou igual se conhecia...contigo eu sonhava, em meus olhos e minha mente, permanecia...
Anos se passaram enquanto eu crescia, entretanto, por dentro jamais crescera o suficiente...a mesma criança a te admirar como a um doce, por longo tempo ainda seria;
Aos poucos, sua paciência de jovem menina se esgotava...adulta se tornava e de mim, se esquecia;
Moça da sacada...moça que sonhei um dia. Contigo aprendi o que era respeitar e idealizar com ternura uma mulher, tornara-se adulta e sumiu em um triste dia;
Meu coração juvenil e meu corpo ainda imaculado se partiu...amor platônico que vivi e sou grato por ter vivido em cada dia...
Vivi para admirar uma musa de sorrisos e gestos delicados, ideal do que eu chamaria de perfeito, vivi a dor de te ver partir, mas sua imagem jamais partira do meu peito;
Musas não são feitas para tocar, aprendi com a vida que, ainda em minha inocência...profanaria sua imagem se insistisse com minha lascívia em te conquistar;
Siga musa...caminhe por este mundo, para que olhos sempre possam te admirar. Ainda que alguém após longos anos tenha lhe profanado, em minha memória sua imagem de menina imaculada está.

terça-feira

Coisas de HOMENS




Suave som de ossos que se chocam, doce amargo que se experimenta em uma luta franca;
Homens...constituídos de braços e pernas, que quando fortes e bem utilizadas, não há de se necessitar de armas inventadas...seja ela de fogo, seja ela branca;
Suor que cai, auto estima que é levada ao chão e se levanta...foco, no oponente, no adversário, respeito mútuo entre guerreiros em um cumprimento inexpressivo no olhar;
Duelo, embate de forças que se opõem para subjugar, sem o intuito de extermínio...quiçá somente de humilhar;
Toque de mãos nuas, toque de luvas...mais um eterno tempo delimitado e curto para os alheios, suportar;
Coisas que somente homens de verdade entenderão, coisas...que jamais os pseudo intelectuais ou seres frágeis ou covardes por demais hão de aceitar;
Esporte...luta. Lava-se a honra com o suor...com o sangue, sem matar;
Respeito às condições naturais à nossa disposição, para de nossas questões sobre honra, promover a resolução...adeptos da força letal, entusiastas da morte...serão aqueles incapazes de defender a si mesmos, serão sempre aqueles que reclamarão de sua própria sorte;
Disciplina, simbiose...perfeita sintonia entre corpo e psique. Coisas que os homens entendem, portanto ao covarde que espera dos demais a solução para seus problemas...assista, acomode-se, sinta-se à vontade...
Mas, jamais aquilo que não compreende, aquilo que é humano, o duelo racional e liberação de nosso instinto natural...animal, não critique;
Em nossa condição de seres nús, que vieram ao mundo sem armas nas mãos, mas com mãos que possam servir como armas para ataque ou defesa, nada mais justo que uma justa causa para utilizá-las...nada mais idiota que os fracos, sempre a criticá-las;
Guerreiros lutam com regras, covardes...espreitam à espera de alguém contratado, da polícia covarde...ou de si mesmo, pelo momento certo para usar uma maldita arma inventada.

segunda-feira

O limite serão seus olhos....


Preferir morrer do que aos poucos, como a fumaça de uma brasa que em câncer se converte apagar;
Preferir ser um anônimo entre a multidão e escolher a noite, onde reina a paz e enxergar os astros para entre eles, brilhar;
Preferir uma morte digna a uma vida longa, a qual nada a algo acrescenta...à qual nada há a acrescentar;
Escolher na dificuldade e enxergar na loucura iminente, alguma possibilidade;
Sorrir para a desgraça, quando esta parte impiedosamente seu coração em pedaços...e não caprichosamente pela metade;



Tudo se torna mais difícil, tudo há de se tornar mais interessante...quando se vive aquilo que possa se equiparar a anos no tempo exíguo de um breve instante;
Viver para sentir na pele, viver para não temer...viver, para escrever algo que faça sentido para a mente, marque almas e não traia ao coração, tampouco fique sujeito à poeira do tempo em uma velha estante;
Saltar, sentir...falar, ainda quando sabe que haja muitos para censurar...ousar, ir além, um mar de adversidades por curiosidade ou superação, ousar atravessar;
Viver para sentido fazer, viver para a si mesmo convencer...convencer que pode dentro de seu microcosmo vencer, que pode ainda que à distância...trazer um sorriso, fazer refletir ou uma lágrima de emoção escorrer;
Viver para nada provar em um mundo que vive de provar, não se importar com resultados e avaliações do sistema e romper com paradigmas, transgressor e entusiasta de coisas novas....


Isso pode-se chamar de vida, ao menos para mim, isso não é exato e não há de ter explicação lógica, obedecendo começo, meio e fim...pois, do fim muitas vezes renasci e com o recomeço...coisas do meio ainda observo e afirmo que, ainda que jamais o suficiente, aprendi!

Eu, refém de mim.

Por que não posso sempre ser este eu que sinto agora?
Por que hei de me ressentir pelo eu...que me tornarei em instantes, o eu que talvez eu seja quando estiver lá fora;
Pareço tão certo neste momento...parece que tudo se perde na fração ínfima de um breve momento;
Todas as minhas certezas são altamente questionáveis...viver eternamente em evolução seria virtude, viver em eterna indagação quanto ao seu próprio ego, vibrar sempre em uma diferente estação...é minha inata atitude que culmina com minha solidão;
Por que não encontro minha frequência, por que duvido até quando pareço ter alguma razão?
Por que saio por aí alheio à tudo...não estou certo de minhas imediatas certezas e sempre sou movido por divina ou nefasta...profana emoção?
Por que...após algum tempo de estudo, após trinta anos de idade...após cursar vários cursos, faculdade, vejo-me preso e ainda refém de minha própria falta de identidade?
Por que serei eternamente escravo da maldade, ainda que algo de humano em mim insista em praticar a bondade...ser dotado de empatia, ainda que não soe como absoluta verdade?
Por que caminho entre leprosos se não tenho o dom da cura, mas sim do vício e para eles não serei a cura, mas somente o consentimento e nada farei senão sentir piedade, inclusive de mim mesmo...
Ansiedade...disforme, psicopata, arma contra minha cabeça...assimetria. Muito cinza e pouco colorido, detestado por não saber ser por si mesmo, querido;

Viver para se parecer, pareço-me com aquilo que não serei. Sei de tudo isso...mata-me aos poucos este maldito e incerto sentido...

Alguém....notou???

Foi um pouco adiante do que jamais fora;
Fora antes do que pensara, indo e sorrindo de tudo,de todos discretamente...para não regressar um passo atrás;
Foste querido outrora, foste algo para alguém, hoje é aquele que ninguém por ele chora...sente somente que chegou sua já esperada hora;
Foi para simplesmente rumar pelo desconhecido, rumo ao caminho ignorado...sem explicações e sem nada para marcar a hora;
O tempo já não importa, nada mais importa para onde vai;
Nem tudo o que se vai, deixará marcas ou fará questão de ser lembrado sequer pelas suas digitais;
Tudo que se vai não se sabe para onde, às vezes simplesmente vai sem avisar;
Tudo aquilo que parte, pode ser para sempre...para sempre se vai e no nada ou no jamais, onde não existem nomes ou sobrenomes passa a habitar;
Para sempre fica para trás e oculta-se na densa poeira de esquecimento do destino, tudo deixa para para simplesmente, pagar para ver de perto sua utopia virar realidade eterna de paz...

Se a vida ensina....

A vida não nasce necessariamente hebraica, mas "judia"; 
A vida não é entretenimento, mas conosco brinca; 
A vida não é fruto do acaso ou fera que fere e desanima; 
É obra sagrada, é obra Divina; Vida...que se vive por anos ou por instantes e se morre em uma esquina; 
Vida que está pendurada por um fio, a sorte e o destino dirá se será feita represa, ou seguirá adiante como um rio; 
Vida, luxuosa ou sofrida, sem explicação e sem porquês...não escolhe sua sorte, é apenas vida; 
Vida se ganha várias vezes durante uma árdua jornada;
Vida se perde, de forma inexplicável ou até estúpida, para ser aceita como ponto final de uma incerta escalada; 
Vida onde pouco se sabe, onde quem se perde necessita de algo para acreditar; 
Vida...que quem sabe viver, não ser preocupa com o amanhã, pois mesmo com suas intempéries...o pão e o necessário proverá;
Aquilo que encontra-se em desequilíbrio, tende a sabiamente, se reequilibrar; 
Vida que se parece pequena, vida que se parece com o mar...vida corrida; Se a vida ensina, se ela é doce como amiga ou dura como inimiga; 
Não sou doutor, não sou aprendiz, de tudo o que ela diz, sou mero escriba.


Mais um para estatísticas...





Vida que não pediu para nascer do âmago de qualquer menina que fora genitora por acidente;
Vida...ao mundo trazida para sentir dor, o dissabor já trazido com sua condição frágil e doente;
Vida que em seus primeiros dias, clama por carinho...pede por amor;
Recebe em retorno a dolorosa indiferença, recebe como preço a pagar por ter sido fruto acidental, olhos vazios que lhe observam com nojo e horror;
Vida...por que viestes ao mundo quando não for para ser vivida?
Vida...por que escolhe como ponto de partida um lugar qualquer, se abriga na barriga de um infeliz...se permite ser plantada como semente por um detestável varão que de ti, nada sabes...vida?
Tudo que é bom há de durar pouco ou durar o suficiente enquanto algo que se pareça com migalhas de onde vives com intensidade, resta?
Como pode ser bom, se dura pouco demais, assim como toda ilusão que tem exígua durabilidade para que saibamos que simplesmente não presta;
Longevidade...para aquilo que já nasce envolto à escória, abraçado pela falta de compaixão e piedade;
Longos anos, para aquele que não soube o que é um lar, que nasceu do flagelo do ser humano;
Como alguém há de falar de um "Natal"...ou explicar a razão da natalidade, para aquele que nasce testemunhando o crime como mera e banal fatalidade?
Como trazer um sorriso àquele que nasce chorando, e assim permanece...no triste engano de que fora trazido a algo que não se assemelhasse tanto a um inferno, mas sim, a um paraíso?
Vida...insiste em não ser seletiva, insiste em nascer...parece que aos teus olhos ou, aos olhos de quem te cria...causa estranho prazer ver o projeto humano, com um dejeto esquecido em uma latrina chamada Terra, por capricho deixar...e esquecer!








sexta-feira

Luz, iluminados e opacos...

Quantas estrelas não invejam o Sol? E quantas ainda, não hão de invejar?


Estrelas nascem...sempre irão nascer, esquecendo-se de sua magnitude...só esperam por vidas para aquecer;
Estrelas, algumas nascem onde não deveriam nascer, queimam em seu combustível que parece eterno...mas, habitam em lugares vazios e frios, piores que o próprio inferno;
Olhos assassinam aquilo que não compreendem, com o brilho alheio sempre hão de se incomodar;
Do trono de comodismo e ostracismo onde pessoas opacas se acomodam, é fácil somente para as estrelas apontar...e a estas, restará somente apontar, pois seu brilho inato jamais conseguirão apagar;
Todos têm luz própria, todos nasceram para brilhar;
A estrela que não se dá conta de sua magnitude há de persistir em apagar aquilo que luta para continuar a brilhar e para servir a algumas, entretanto, raras vidas...para aquecer e com satisfação, brilhar;
Luz própria...quem se descobre, é quem a se descobrir se proponha. Para apagar...em qualquer lugar há de existir bombeiro opaco a exterminar a luz, aniquilar sem sucesso uma intensa e eterna chama, que se diponha;
Descubra sua luz e esqueça a dos demais...em algum lugar dentro de si há de residir ao menos uma fagulha de esperança;
Se ainda continua opaco em sua luta, esqueça-se de seu orgulho...pois, não tem orgulho algum para ostentar. Quando descobrir sua própria luz, procure vidas para iluminar e talvez se esqueça, de a quem já tenta brilhar...viver para parasitar.


O problema vem antes de você....

Fazer algum sentido quando nada ao seu redor, nenhum sentido faz;
Tentar fazer alguma diferença, em um reino de andróides onde reina a indiferença;
Ousar ser inteligente para somente a si mesmo poder algo provar;
Ser inteligente, para algo em um mundo tão estúpido, jamais poder mudar;
Se esforçar para ser forte, quando sua força jamais poderá usar;
Ousar ter empatia, quando o mundo contra sua pessoa parece sempre conspirar;
Respirar o ar puro dos eucaliptos, quando até nos longínquos campos...distantes do urbano...o mesmo ar envenenado parece seus pulmões infestar;
Ocupar sua mente com coisas sublimes, quando a voz de idiotas insiste em seus ouvidos ecoar;
Tentar de alguma forma buscar solidão...quando por sua presença ou ausência, sempre irão de alguma forma reclamar;
Calar a boca da estupidez...matar no âmago com uma facada certeira, a insensatez;
Soa utópico demais, soa como sonho de um estúpido ser;
A questão toda talvez esteja em somente suportar...nada nunca alguma diferença faz, nada...jamais alguma diferença fez;
Talvez o segredo seja viver...para por gerações vindouras, em "coisas póstumas" talvez ser lembrando...e esquecido novamente com a velocidade de um relâmpago e a crueldade da vida e morte, a crueldade de um impiedoso raio.

Vazio


Acham que sou idiota, não tenho sentimentos...não hei de sentir revolta;
Acham que sou imbecil, que não reina nada em meu ser que não seja terror, um lacerante vazio;
Acham que sou tolerante...que não possa novamente fazer besteiras que possam destruir meu próprio ser, por definitivo ou por um instante;
Acham...sempre irão achar...olhos curiosos procuram em mim, mas nada irão encontrar;
Talvez seja pelo simples motivo de eu ser uma incógnita complexa demais para se decifrar...ou talvez, pela simples razão de nada em mim haver realmente para se encontrar;
Acham que sou idiota...me pareço sempre com a piada sem graça do momento, o monstro que colocou em si mesmo algemas...uma desgraçada anedota;
Acham que sou um completo boçal...prazer, sou um cretino irracional, um ilustre animal...idiota por ser sempre um covarde, ser de si mesmo, aquele que é fraco demais para ser seu próprio bem, ou...para ser seu próprio mal;
Prazer...sou sua anedota, me chamo IDIOTA!

quarta-feira

Sou pássaro e estou de passagem...


Sou um pássaro, meu destino é passar...sou frágil como o canário ante aos seus olhos, mas posso voar;

Sou pássaro, meu destino é voar enquanto você anda, minha sina é rumar para onde o vento me chama;
Migro com a estações, não me importo com fronteiras, não hei de portar documentos, mas atravesso facilmente fronteiras...suas nações;
Do mundo sou criação, mera criatura...a qual a vocês interessava demais minha liberdade, ao ponto de tentarem me imitar com asas de cera ou pares de asas automotoras e duras;
Minha liberdade jamais terão, estudar minha natureza...é de sua mente inteligente sua simples tarefa...sua vil condição;
Sou pássaro, não tenho país. Em lugar onde há de ser incômodo, ao contrário de vocês...não tenho obrigatoriedade de fazer ninho, não faço na hostilidade minha raiz;

Sou pássaro...posso ou não cantar, posso ser águia...ave de rapina, grande ou pequena ou suficiente, com aerodinâmica perfeita, olhos e garras que servem para me alimentar, para matar;

Sou do céu, sou perfeito...persista em no chão observar ou com suas armas estúpidas a tentar exterminar, aquilo que invejam...coisa da natureza humana;
Tudo o que tenta ser distinto...divino e divide contigo o mesmo espaço...o ser humano mata ou profana...
Sou pássaro, e não tenho mais nada a te dizer....as estações mudaram, a vida me chama.







terça-feira

ÓDIO...simplesmente..

Ódio...sentimento por muitos rejeitado, omitido, não desejado;
Sentimento que muitos vivem na pele, sem saber se pagam por algo ou se cometeram algum imperdoável pecado;
Ódio...aquilo que não nasce na mulher, mas nela pode ser causado...aquilo que parece ser inato do homem, ser orgulhoso...cujo orgulho, muitas vezes se faz necessário;
Homem odioso, homem ordinário...homem de orgulho dotado que, por em razão deste, se prevalece;
Ainda que habite onde todo e qualquer ser que dele diariamente se esquece, o ódio faz com que ele se lembre de quem é, faz com que os outros em terror...lembrem-se de se lamentar quando ele enlouquece;
O orgulho ferido...é o fogo que seu sangue frio aquece, é a calma que a seu semblante uma vez mais austero, arrefece;
Ódio...como odeio te amar, como amo viver para te odiar;
Destesto aquilo que detesta, aquilo que por detestar me afeta e me faz cada vez mais, em sua audácia e cinismo descarados sobre a origem do meu ódio indagar;
Homens como eu vivem do orgulho e sem este nada são;
Homens como eu...sem ódio não sobreviverão. Este, é como chave irracional que o liberta de sua desgraçada prisão;
Ódio...és do amor o contrário, é considerado nefasto, mas te acolho e abraço como sentimento necessário;
Ódio, orgulho e solidão...sejam sempre bem vindos em minha vida, sejam sempre a cura para as minhas feridas...sejam aqueles que me farão companhia e por mim, lágrimas irão derramar junto ao meu caixão...

Ah...essas mulheres...


Tu és...nada divina, porém de alguma forma, majestosa;
Tu és, aquilo que precede desgosto, da vida que é bela és parte desgostosa;
Tu és...carregada de pecado, inocente face do Diabo;
Tu és, tudo foras, tu sempre serás...daquilo que se chama mulher, criatura perfeita de Satanás;
Entre tantos adjetivos que poderia lhe atribuir, nomes nada dignos dos quais poderia te chamar;
Sempre haverá gente idiota para sua carne nojenta desejar lamber, para tapete se fazer para o seu pisar;
Sente-se bem em lares destruir, em alianças cruelmente de dedos comprometidos, arrancar;
És parte do que anuncia o apocalipse, é a doce vadia que adoramos usar e pagar, mas JAMAIS...permitir, por te conhecer, de nossas vidas...participar;
Estátua majestosa, esculpida em pedra comum e nada preciosa...não hesite em ocupar-se em simplesmente, se petrificar!

segunda-feira

Pérolas em linha de produção? Qualidade é a questão....






Estômago revoltoso, sinto em minha boca um gosto amargo de desgosto;

Meu corpo revira-se, vejo-me estupidamente obrigado a atropelar e transformar em pesadelo, aquilo que fazia por mero gosto;

Consterna-se uma vez mais meu semblante...doravante, vejo-me compelido pelo meu orgulho a produzir pérolas baratas em linha de produção;

Pérolas jamais serão produzidas, no entanto. Pérolas são naturais da ferida...a lágrima da ostra que traz consigo um singular encanto;

Sinto a perda gradual do brilho nos olhos...o que se parecia com paraíso e realização, torna-se subitamente em busca de notoriedade...inferno e obrigação;

Obrigação de sempre atender às minhas próprias expectativas e agora, às dos demais...esquecendo da necessidade de reciclagem, esquecendo que nada será nobre quando produzido em quantidade...em linha de montagem;

Esquecendo de voltar a viver para me ferir, esquecendo-me um pouco de existir para algo poder com alguma propriedade, escrever, dissertar, redigir...permitir a si mesmo sair, respirar para se inspirar e aos demais, com poesias originais voltar a encantar;

É tempo de parar...sempre é necessário. O artista que transforma em negócio profissional sua despretensiosa arte...não passará de um mero mercenário, ordinário;
Vomitei pérolas sobre quem não devia, dei o mais belo de mim para quem não lia...

Não me arrependo, no entanto. Deste país ou desta cidade, consegui ao menos um espaço entre excelentes gigantes ou ilustres otários para mostrar aquilo que eu chamava de prazer...e que quase me fez enlouquecer ao transformar em TRABALHO;

Trabalho e prazer raramente vão combinar, basta-se observar pela razão da própria etimologia dos termos;

Prazer jamais deverá soar como trabalho...é algo que deve surgir espontaneamente,simplesmente para que não se pareça com algo feito compulsoriamente;

Até a próxima gota de lágrima e a próxima ferida no meu âmago...até o dia, em que eu voltar para apresentar novamente pérolas genuínas...não imitações sem valor, que não valham a pena.


Por favor...CALE A BOCA????



Você gosta de lançar palavras ao vento...supostamente dirigidas aos céus, àquilo que não conhece e eu, não compreendo;
Você adora se ajoelhar e louvar...vive como gado. É inútil no entanto, pois sequer sua carne putrefata e sua ladainha nojenta é capaz de causar encanto;
O céu que acredita e ao ser para quem se dirige eu rejeito...seu jeito que nada possui de terno. Parece orar sim para aquilo que é eterno, mas habita na verdade, no inferno;
Vive automaticamente, sua mente é manipulada por qualquer ser procarionte com algum ditado imbecil, mas que soe a seus ouvidos de forma estupidamente intrigante e de perspicácia singular, relevante. Bem como sua pessoa...mera forma ignóbil de ser "inteligente" e repugnante;
Já deixou de se esquecer de por hoje...pedir piedade por desconhecer o que é compaixão, por desconhecer sequer o significado do vocábulo piedade, a não ser quando é conveniente?
Já pediu por compaixão para o tal divino no qual você acredita, pela sua falta de caráter. Por utilizar frases feitas por ilustres gênios ou otários, por sequer acreditar em suas próprias?
Já incluiu em sua reza idiota, para os céus...seu nome em primeiro lugar na lista? Foi humilde o suficiente ou simplesmente...ser sempre o idiota popular é motivo de seu orgulho vazio e tão evidente?
Sua crença eu rejeito...sua presença, para mim é muito agradável quando se faz ausente;
Pense.....ou, por favor, saia do caminho de quem ousa pensar, cale sua maldita boca quando a inspiração te ignora, ou o talento não te encontra...pois, se parece asqueroso e comum demais para se assemelhar com uma presença, realmente notória e presente.
Não, não gosto de você, não me interessa...e jamais me interessará o que pensa ou entende. Simples assim?

O fim da viagem

A sagrada e sábia hora de parar;

É digna daqueles que possuem zelo pela dignidade;
É da dignidade, uma aliada que faz a voz da consciência gritar;

É a nobreza do autêntico campeão, aquele que viveu seu ápice se sabe que sob seus pés, já não é mais tão firme o chão, suas pernas...ou sua própria convicção;
A hora de parar...pode ser agora, pode ser em uma próxima parada;
O ponto final somente você sabe onde fica, para os outros, permanecerá uma incógnita;
A estrada segue, até onde a sabedoria nos diga que devemos seguir;
Nas estações, embarcamos e desembarcamos coisas e pessoas...para um novo destino;

Chegará para todos o momento, onde sua inspiração já não mais auxiliará, onde já não haverá mais em praticar sua excelente obra, aquela alegria de outrora, de um menino;
A hora da parada...a vida avisará quando esta é chegada;
Quando sua mente ausente e cansada fizer sua boca ou sua mão se calar, quando não houver sentido mais naquilo que escrever ou falar...quando sua perna seu corpo não obedecer ou seu braço já não mais ajudar;
Persistir em algo que já não faça mais sentido, que cause dor ao invés de alegria em um rosto, onde no passado se fazia estampada....pode ser mera insistência infundada, pode ser burrice, pode ser para o eterno ostracismo...sua passagem comprada.



Sepultados vivos

Da sepultura, uma voz jamais se ouviu ou se ouvirá;
Daqueles que caminham mortos entre os vivos, os gritos e o desespero, ninguém se importará;
De todos nós, malditos por natureza, ninguém jamais se lembrará;
Eternizados serão no esquecimento, condenados estão à ambulante putrefação;
Das coisas que sabemos nada há de interessar;
Das flores que não plantamos jamais alguém se recordará;
Nunca foram plantadas por nós, de nós, apenas ramos irão brotar;
Vegetal, animal....vegetação que nasce de uma existência vegetal e banal;
Existência ausente, existência indiferente, morrer ou viver já não é a questão em sua mente;
O alívio de uma dor é o interessa e vai interessar simplesmente.
Morrer por algo, viver vida burra...é a maldita sina dos que já deveriam habitar na sepultura;
Ninguém levará flores mortas ou de plástico ao seu jazigo, ninguém lhe oferecerá senão o caixão, um abrigo;
Seu descanso para você é uma mera necessidade, para os demais será um alívio;
Livrar-se-hão de seu corpo putrefato, não será mais algo a ser aceito, a ser suportado;
Ninguém de seu nome irá se lembrar, no esquecimento finalmente irá se encontrar;
Encontrar-se com o que tanto desejava; o nada em pura essência, em vestes de cor negra ou alva;
O que após virá, jamais incomodará, do presente amaldiçoado, para sempre se livrará;
Um semblante entristecido, a ninguém mais há de incomodar, de sua carne podre, ninguém do cheiro irá ter de suportar.
Livra-se morto que caminha, de sua sina...de sua existência cretina e desse corpo que na desgraça, aos poucos se definha.
Por suas ideias idiotas, ninguém jamais terá de fingir interesse, ninguém deverá forçosamente com piedade, te olhar.
Apaga-se uma vida no silêncio do quarto ou de um lugar que se pareça com precipício, após uma vívida fagulha e um forte e breve estampido, a morte lhe abrirá os braços, o ceifeiro será seu melhor amigo;
Livra-te homem morto....de tudo o que lhe traz desconforto, viveu e deixou morrer, deite-se, e deixe-se para todo o sempre, em seu limbo, sua cama eterna de esquecimento, apodrecer.


Flores mais belas e velas...para o além?




Velas...para que servem aos mortos, que a luz já não podem mais enxergar?
Flores regadas ou flores de plásticos..em uma tumba depositada, para aqueles que não pode mais ver, aqueles que não possam agradecer e seu aroma, apreciar....
Flores...tanta vida, tantas cores. Lembradas e entregues quase que somente nos momentos de lacerantes dores;
Velas...brancas, verdes, azuis ou amarelas...acendam a chama para onde já não há esperança. Em um lugar onde paira a paz, onde tudo o que se lê é "aqui jaz";
Chama de esperança, acenda-se para os que ainda vivem, para uma doente criança....que queime em sua parafina o fogo que acenda em olhos vivos, uma fagulha de esperança;
Flores...sejam reais ou de plástico. Sejam presenteadas aos que vivos estão, sejam dadas aos que de um carinho ou um abraço, carentes estão;
Não há mais vida onde a luz não toca, não há mais do que lembrança onde habita o frio daquilo que se foi, a memória que ficou na solidão;
Perde-se a chance de abraçar ou incentivar em vida aquilo que se vai; lamenta-se com oferendas, toda a memória que se respeita...mas, que gestos de agrados humanos talvez já não mais aceitarão. Estes, serão vazios como suas tumbas...estes, serão meramente um culto mórbido com adornos luxuosos que se empregam em vão;
Quem está vivo espera...quem se foi, não necessita de nada, além de algo para repousar. Talvez...somente o conforto de uma mortalha, de um chão, ou de um caixão...onde eternamente como lembrança, permanecerão...e, enquanto você lamenta por eles, olhe quem espera inocentemente em vida seu abraço, olhe para o inocência, que em suas mão, te entrega uma flor....



Yin e Yang

O bem e o mal, o mau e o bom;
Com a conivência do sublime foram criados, para ao mundo espalharem sua propaganda, dar o seu tom;Por que haver escolhas, por que haver de escolher?Quando não optamos por livre arbítrio, quando não queremos ver o mal ainda prevalecer;Nossa sapicência, nosso discernimento...é nossa dádiva e maldição, é nosso tormento;Para a vida criada, herda-se como prêmio a morte;Até para a flor que inocente nasce nos campos, é ceifada por sua infeliz sorte;Yin e Yang, bem e o mal;Seriam o criador e a criatura realmente imagem e semelhança?Queríamos a eternidade, queríamos o suposto paraíso...deles fomos expulso por crimes que não cometemos...dos quais pouco tínhamos juízo;Queríamos algo parecido com Céu...alguém, parece se divertir com nossa condição frágil sobrevivendo no inferno;Seriam então a criatura, o Criador, a maldita cria...todos uma coisa só? Duas facetas que coexistam em um único ser, ainda que não se admita?Nota-se ainda na tenra idade, quando ainda criança...o desprezo pelo alheio, aquilo que não se encaixe nos seus sapatos, aquilo que julga estranho e feio;Enxergo...ainda que em uma despretensiosa forma de vida que neste mundo nasce, um golpe duro receber, como se ao acaso, fosse ferida por uma força mesquinha e letal;Seria então, plausível concluir que até no bem que muitos pregam e pelo qual muitos esperam, há uma face oculta de sadismo e latente mal?Por que criar algo que se pareça com Diabo para habitar entre nós...por que, não extirpar de uma vez por todas, sabendo de nossa fraqueza e nossa influenciável condição, o mal que entre nós caminha...o mal que a inocência mata e que fere um coração?





Zézim Miudím

Vivia assim, porque nasceu "ansim";
Não tinha nada além do raro pão que comia, não bebia nada além do álcool que seus trocados consumia;
Não se importava muito com sua família, não se importava com nada;
Disposto somente estava para ouvir um "joguim" no seu "radim";
Não lutou para melhorar, porque a miséria parecia não ser um pesar;
Não ousou questionar, pois temia os grandes...sempre se achou por demais "piquinim"
Melhor não brigar, ainda que fosse justa a causa...para que no fim do mês, pingasse lá na conta um "pouquim";
Preferia rezar para os céus, orar para o "padim", do que fazer algo por si mesmo, viver além daquilo que se diga a esmo;
Preferia maldizer o vizinho, do que olhar para os que padeciam em seu próprio ninho...falava pelos cotovelos, falava entre os dentes. Da vida, jamais foi figura notável, jamais foi um corpo que se pudesse dizer presente;
Era contraditório sem saber ao menos o que é contradição, era mais um ilustre ser sem instrução, em meio a uma população de palavras mordazes e sem educação;
Morreu como viveu...sem ser sílaba tônica, sendo monótono. Sem alternar entre fase e fase...morreu, ser um acento agudo em sua vida ou sem uma crase;
Se foi para sempre, sem sequer para deixar em sua lápide ou em seu legado, uma humilde frase;
Pobre "Zézim Miudím"....pequena era sua mente, grande era sua fé....fé era o que em si mesmo o faltou...poeira, é o que a vida para todos que com ele se assemelham, a vida como presente deixou.



Reminiscências






Quando a sorte não estiver ao seu lado, quando tudo que caminhava pelo rumo certo der errado;
Quando o Sol não surgir, quando em uma noite escura e soturna, uma estrela para você não sorrir;
A esperança te abandona e você sente uma imensa vontade de tudo abandonar, do mundo fugir;
De repente...vem aquele aroma, um cheiro ou uma música que toca a alma...anima um desanimado coração e alegra a mente;
Lembranças de seu passado...daquele mesmo lugar onde você caiu e alguém de você riu...atrás, na linha do tempo, havia alguém que para você ali mesmo, sorriu;
Lembranças do incômodo de acordar para rumar à escola na manhã...lembrança de deixar esfriar o café da manhã;
Lembrança de seu pai, de sua mãe...presentes ou já ausentes, de seus querido entes;
Lembranças de sua avó que trazia para você ensinamentos e um carinho de segunda mãe...contos de antigamente...
Sorri para você novamente o dia, reanima-se o ser novamente;
O Sol brilha intenso, o sorriso entre suas lágrimas, de nostalgia, tristezas e alegria...mais uma vez de forma singular se faz presente;
Para todo presente de desgraça, há de existir um passado remanescente....e se este se parece suficiente...
Que permaneça para sempre, eterno se torne para em sua vida trazer novamente a cor oportunamente...que seja duradouro aquilo que seja bom, o bastante para ser considerado remanescente!


Saudade

Um termo que muitos conhecemos, 
mas poucos idiomas conseguem definir;


Uns conhecem mais cedo, na tenra idade...outros conhecerão no pôr do Sol de seu existir;
Uma palavra paradoxal, leve e pesada...que carrega consigo aquilo que um dia representou seu tudo, hoje, é abstrato porém, agradável...já foi e não é mais nada;
Muitos tentaram sem sucesso descrever, nosso rico idioma, um termo possui para esta singular sensação, de nostalgia, melancolia e leve emoção explicar...esclarecer;
Está em nosso dicionário, é patrimônio de nossa língua, é universal o sentimento que causa seu estranho torpor;
Está para a presença, assim como está para a ausência, está para o amor, assim como está para a dor;
Está em algum lugar, caminha por aí ou caminha no além;
É algo que para um pode não significar nada, mas dói no peito de alguém;
Acontece nos quatro cantos do globo, no campo...na cidade;
Como é doce e singular sentir você, como é bom e ruim...sentir o gosto da SAUDADE!